Publicação
Infeções associadas ao tecido ósseo:
| Resumo: | O osso é um tecido com uma elevada dinâmica e equilíbrio especialmente entre os osteoblastos e osteoclastos, principais células responsáveis pela sua remodelação. No entanto, o contacto do osso com microrganismos de origem bacteriana ou fúngica constitui o primeiro passo para o estabelecimento de infeção e desenvolvimento do processo inflamatório – a osteomielite – culminando no desequilíbrio da dinâmica celular e principalmente na destruição e perda óssea. O aumento da esperança média de vida associada a doentes com mais comorbilidades, contribui para o surgimento de vários fatores de risco para o desenvolvimento desta patologia. Estes, associados à crescente realização de cirurgias ortopédicas, uma das causas de desenvolvimento de osteomielite, contribuem para a sua crescente prevalência. Apesar disto, a osteomielite não é exclusiva de adultos com comorbilidades, no entanto, estes serão os casos com maior prevalência na população e por isso os que são tidos em conta nesta monografia. Atualmente, existem diversas abordagens terapêuticas para o tratamento da osteomielite, associada ou não a implantes ortopédicos que têm em conta os microrganismos prevalentes – Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis no caso de osteomielite bacteriana ou Candida albicans na osteomielite fúngica – e as resistências associadas a estes. As abordagens terapêuticas atuais apresentam várias limitações, nomeadamente resistência aos antimicrobianos e estratégias de sobrevivência dos próprios microrganismos, contribuindo para a difícil resolução da infeção graças à ineficácia das terapêuticas e do sistema imunitário. Neste contexto, surgiu a necessidade de estudar novos agentes terapêuticos como alternativas aos fármacos utilizados, assim como, desenvolver novas estratégias de incorporação e administração de fármacos de modo a aumentar a sua eficácia e, ao mesmo tempo, promover ou facilitar a regeneração óssea. Desta forma, este trabalho, para além de abordar as principais causas e agentes envolvidos na osteomielite, os esquemas terapêuticos utilizados e as complicações associadas aos mesmos, teve também como objetivo discutir algumas das alternativas que se encontram atualmente em desenvolvimento. Assim, através da pesquisa de alguns estudos desenvolvidos como possíveis alternativas, foi analisada a aplicabilidade destes no futuro da osteomielite. |
|---|---|
| Autores principais: | Camacho, Catarina Isabel Palma |
| Assunto: | Osteomielite S. aureus Biofilmes Implantes Resistência Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O osso é um tecido com uma elevada dinâmica e equilíbrio especialmente entre os osteoblastos e osteoclastos, principais células responsáveis pela sua remodelação. No entanto, o contacto do osso com microrganismos de origem bacteriana ou fúngica constitui o primeiro passo para o estabelecimento de infeção e desenvolvimento do processo inflamatório – a osteomielite – culminando no desequilíbrio da dinâmica celular e principalmente na destruição e perda óssea. O aumento da esperança média de vida associada a doentes com mais comorbilidades, contribui para o surgimento de vários fatores de risco para o desenvolvimento desta patologia. Estes, associados à crescente realização de cirurgias ortopédicas, uma das causas de desenvolvimento de osteomielite, contribuem para a sua crescente prevalência. Apesar disto, a osteomielite não é exclusiva de adultos com comorbilidades, no entanto, estes serão os casos com maior prevalência na população e por isso os que são tidos em conta nesta monografia. Atualmente, existem diversas abordagens terapêuticas para o tratamento da osteomielite, associada ou não a implantes ortopédicos que têm em conta os microrganismos prevalentes – Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis no caso de osteomielite bacteriana ou Candida albicans na osteomielite fúngica – e as resistências associadas a estes. As abordagens terapêuticas atuais apresentam várias limitações, nomeadamente resistência aos antimicrobianos e estratégias de sobrevivência dos próprios microrganismos, contribuindo para a difícil resolução da infeção graças à ineficácia das terapêuticas e do sistema imunitário. Neste contexto, surgiu a necessidade de estudar novos agentes terapêuticos como alternativas aos fármacos utilizados, assim como, desenvolver novas estratégias de incorporação e administração de fármacos de modo a aumentar a sua eficácia e, ao mesmo tempo, promover ou facilitar a regeneração óssea. Desta forma, este trabalho, para além de abordar as principais causas e agentes envolvidos na osteomielite, os esquemas terapêuticos utilizados e as complicações associadas aos mesmos, teve também como objetivo discutir algumas das alternativas que se encontram atualmente em desenvolvimento. Assim, através da pesquisa de alguns estudos desenvolvidos como possíveis alternativas, foi analisada a aplicabilidade destes no futuro da osteomielite. |
|---|