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Plantas utilizadas no tratamento da alopécia androgenética: inibidores naturais da via 5-alfa-redutase

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A alopécia androgenética é a principal patologia do cabelo, cujos primeiros sintomas podem surgir na puberdade e que afectam metade dos homens aos 50 anos e 40% das mulheres aos 70 anos, e que possui um impacto psicossocial importante sobretudo na auto-imagem e na aparência social. A conversão da testosterona em di-hidrotestosterona pela enzima 5-alfa-redutase parece desempenhar um papel central na patologia sendo que um dos fármacos aprovados nos países ocidentais para a inibição desta enzima é a finasterida. A sua utilização levanta alguns problemas relacionados com os potenciais efeitos secundários, sobretudo ao nível da esfera sexual, efeitos esses que podem perdurar mesmo após a suspensão da sua utilização, no chamado sindrome pós-finasterida, pelo que tem crescido uma reputação negativa que contraria a sua utilização e que leva à procura de alternativas naturais que não apresentem este tipo de efeitos. O mercado dos produtos naturais apresenta dezenas de plantas cuja utilização tradicional reclama efeitos positivos sobre a evolução e reversão da alopécia androgenética mas a sua utilização nem sempre se traduz nas expectativas geradas. No presente trabalho efetuamos uma revisão dos estudos efetuados com plantas que reclamam a sua utilização tradicional com efeitos sobre a alopécia androgenética. Dada a grande variedade de mecanismos de ação possíveis, centrámos a pesquisa em plantas que possuam potencial como inibidores naturais da via 5-alfa-redutase. Foram selecionados 6 artigos de revisão através do motor de busca PUBMED publicados nos últimos 5 anos e os dados foram revistos e sistematizados de forma a avaliar a qualidade dos dados científicos disponíveis e os resultados obtidos. A maioria dos estudos encontrados são estudos in vitro e in vivo, sendo que apenas 6 plantas apresentam estudos em humanos. A revisão de estudos científicos nesta área levanta alguns problemas como a falta de elucidação sobre os fitoconstituintes ativos, os seus mecanismos de ação e a escassez de ensaios humanos aliados à comparação com as terapêuticas convencionais, problemas estes que não permitem validar a utilização de plantas como alternativas não inferiores aos tratamentos convencionais.
Autores principais:Oliveira, Fernando Patrício Pedro de
Assunto:Alopécia androgenética 5-alfa-redutase Inibidores
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A alopécia androgenética é a principal patologia do cabelo, cujos primeiros sintomas podem surgir na puberdade e que afectam metade dos homens aos 50 anos e 40% das mulheres aos 70 anos, e que possui um impacto psicossocial importante sobretudo na auto-imagem e na aparência social. A conversão da testosterona em di-hidrotestosterona pela enzima 5-alfa-redutase parece desempenhar um papel central na patologia sendo que um dos fármacos aprovados nos países ocidentais para a inibição desta enzima é a finasterida. A sua utilização levanta alguns problemas relacionados com os potenciais efeitos secundários, sobretudo ao nível da esfera sexual, efeitos esses que podem perdurar mesmo após a suspensão da sua utilização, no chamado sindrome pós-finasterida, pelo que tem crescido uma reputação negativa que contraria a sua utilização e que leva à procura de alternativas naturais que não apresentem este tipo de efeitos. O mercado dos produtos naturais apresenta dezenas de plantas cuja utilização tradicional reclama efeitos positivos sobre a evolução e reversão da alopécia androgenética mas a sua utilização nem sempre se traduz nas expectativas geradas. No presente trabalho efetuamos uma revisão dos estudos efetuados com plantas que reclamam a sua utilização tradicional com efeitos sobre a alopécia androgenética. Dada a grande variedade de mecanismos de ação possíveis, centrámos a pesquisa em plantas que possuam potencial como inibidores naturais da via 5-alfa-redutase. Foram selecionados 6 artigos de revisão através do motor de busca PUBMED publicados nos últimos 5 anos e os dados foram revistos e sistematizados de forma a avaliar a qualidade dos dados científicos disponíveis e os resultados obtidos. A maioria dos estudos encontrados são estudos in vitro e in vivo, sendo que apenas 6 plantas apresentam estudos em humanos. A revisão de estudos científicos nesta área levanta alguns problemas como a falta de elucidação sobre os fitoconstituintes ativos, os seus mecanismos de ação e a escassez de ensaios humanos aliados à comparação com as terapêuticas convencionais, problemas estes que não permitem validar a utilização de plantas como alternativas não inferiores aos tratamentos convencionais.