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Impacto da idade materna avançada nos desfechos obstétricos e perinatais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A gestação em idade materna avançada (IMA) é, a nível mundial, uma realidade cada vez mais frequente na prática obstétrica. Contudo, não existe consenso na literatura quanto às suas potenciais implicações, quer para a mãe, quer para o feto e recém-nascido. Este estudo tem por objetivo comparar os desfechos obstétricos e perinatais em grávidas abaixo e acima dos 35 anos de idade, nos últimos 4 anos, no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria (CHULN/HSM). Tratou-se de um estudo observacional retrospectivo, baseado na consulta de registos clínicos do programa ObsCare que incluiu 5000 gestações, as quais foram divididas em três grupos de acordo com a idade materna no momento do parto: 18-34 anos, 35-39 anos e ≥40 anos. A análise estatística foi realizada no software IBM SPSS Statistics 29, utlizando o Teste do Qui-quadrado de Homogeneidade de Pearson e Regressão Logística Binária Multivariável. Foram considerados significativos, valores de p < 0.05. Os resultados obtidos, após controlo para possíveis fatores de confundimento, revelaram que existe uma associação significativa entre a IMA e a ocorrência de diabetes gestacional, de hipertensão gestacional, de cromossomopatia, de morte fetal, de cesariana e de malformações congénitas. Em conclusão, com vista a tentar controlar e minimizar os riscos maternos e perinatais acrescidos (diabetes gestacional, hipertensão gestacional, cromossomopatia, morte fetal, cesariana e malformações congénitas), é essencial que haja uma vigilância reforçada da gravidez em mulheres com IMA.
Autores principais:Costa, Ana Raquel Ferreira da
Assunto:Idade materna avançada Desfechos obstétricos Desfechos perinatais Obstetrícia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A gestação em idade materna avançada (IMA) é, a nível mundial, uma realidade cada vez mais frequente na prática obstétrica. Contudo, não existe consenso na literatura quanto às suas potenciais implicações, quer para a mãe, quer para o feto e recém-nascido. Este estudo tem por objetivo comparar os desfechos obstétricos e perinatais em grávidas abaixo e acima dos 35 anos de idade, nos últimos 4 anos, no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria (CHULN/HSM). Tratou-se de um estudo observacional retrospectivo, baseado na consulta de registos clínicos do programa ObsCare que incluiu 5000 gestações, as quais foram divididas em três grupos de acordo com a idade materna no momento do parto: 18-34 anos, 35-39 anos e ≥40 anos. A análise estatística foi realizada no software IBM SPSS Statistics 29, utlizando o Teste do Qui-quadrado de Homogeneidade de Pearson e Regressão Logística Binária Multivariável. Foram considerados significativos, valores de p < 0.05. Os resultados obtidos, após controlo para possíveis fatores de confundimento, revelaram que existe uma associação significativa entre a IMA e a ocorrência de diabetes gestacional, de hipertensão gestacional, de cromossomopatia, de morte fetal, de cesariana e de malformações congénitas. Em conclusão, com vista a tentar controlar e minimizar os riscos maternos e perinatais acrescidos (diabetes gestacional, hipertensão gestacional, cromossomopatia, morte fetal, cesariana e malformações congénitas), é essencial que haja uma vigilância reforçada da gravidez em mulheres com IMA.