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Dançar as vicissitudes de uma nação. Tradição e contemporaneidade na Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique : transacções criativas e debates identitários em Gold, de Rui Lopes Graça

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Analisamos a criação de Gold (Maputo, 2011), do coreógrafo português Rui Lopes Graça, para a Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique (CNCD), instituída em 1979, na pós-independência do país (1975). Durante um trabalho de campo em Moçambique, filmámos ensaios e outras actividades da companhia, entrevistámos e convivemos com os participantes do projecto. Desta experiência nasceram as questões da investigação. Que ‘moçambicanidade’ incorpora, e reflecte, o quotidiano da CNCD? Fundada no esteio duma nação recém-formada no desígnio de recuperar uma ideia de “cultura pré-colonial”, preservá-la e divulgá-la, como responderia à ocidentalidade contemporânea das metodologias do coreógrafo português? Que embates identitários transpareceram deste diálogo? Utilizámos uma metodologia qualitativa: registos de campo e análise das entrevistas aos bailarinos e à Direcção da CNCD deram-nos a sua voz acerca do país, do momento cultural, das vivências na Companhia e da criação da peça; analisámos os testemunhos de Lopes Graça e do músico João Lucas, responsáveis pelo projecto. A partir destas percepções construímos uma grounded theory: Gold suscitou na CNCD confrontos e perspectivas acerca de novos paradigmas e devires estético-artísticos, a espelhar debates e ambivalências da sua contemporaneidade; tensões entre tradição e globalização, uma realidade intercultural indiciadora das negociações e vicissitudes subjacentes a dinâmicas identitárias do Moçambique actual.
Autores principais:Soromenho, Sofia
Assunto:Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique Dança contemporânea Dança tradicional Globalização Identidade Interculturalidade Nacionalismo
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Analisamos a criação de Gold (Maputo, 2011), do coreógrafo português Rui Lopes Graça, para a Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique (CNCD), instituída em 1979, na pós-independência do país (1975). Durante um trabalho de campo em Moçambique, filmámos ensaios e outras actividades da companhia, entrevistámos e convivemos com os participantes do projecto. Desta experiência nasceram as questões da investigação. Que ‘moçambicanidade’ incorpora, e reflecte, o quotidiano da CNCD? Fundada no esteio duma nação recém-formada no desígnio de recuperar uma ideia de “cultura pré-colonial”, preservá-la e divulgá-la, como responderia à ocidentalidade contemporânea das metodologias do coreógrafo português? Que embates identitários transpareceram deste diálogo? Utilizámos uma metodologia qualitativa: registos de campo e análise das entrevistas aos bailarinos e à Direcção da CNCD deram-nos a sua voz acerca do país, do momento cultural, das vivências na Companhia e da criação da peça; analisámos os testemunhos de Lopes Graça e do músico João Lucas, responsáveis pelo projecto. A partir destas percepções construímos uma grounded theory: Gold suscitou na CNCD confrontos e perspectivas acerca de novos paradigmas e devires estético-artísticos, a espelhar debates e ambivalências da sua contemporaneidade; tensões entre tradição e globalização, uma realidade intercultural indiciadora das negociações e vicissitudes subjacentes a dinâmicas identitárias do Moçambique actual.