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Face as landscape / landscape as face : from line to sculptural form and back

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O trabalho de projeto intitulado “Rosto como Paisagem / Paisagem como Rosto: ida e volta da linha à forma escultórica” pretende explorar a aplicação da relação que pode ser estabelecida entre as presentes noções de paisagem e de rosto - face humana – e de como se pode expressar esta relação, tanto na sua abordagem visual como na sua tradução em conhecimento. A problemática decorrente da pesquisa realizada na concretização do presente projeto é reveladora da multiplicidade e complexidade da investigação artística observando-se algumas dificuldades no plano da sua teorização. Antes de estudarmos a relação entre a linearidade e os meios escultóricos de concretização artística, foi necessária a definição da figura humana e, inerentemente, da face humana nas suas múltiplas dimensões, i. e. o rosto humano. A presente abordagem visual e escultórica consiste numa série de figuras humanas, na sua maioria restringidas ao rosto, e principalmente baseadas no conhecimento anatómico. É através da sua prática que o artista reconhece o corpo humano como único e singular mas também como recipiente através do qual a existência humana se desenvolve e leva a cabo. É também através do seu entendimento como uma via de acesso à expressão dos movimentos clássicos e contemporâneos – sendo matéria viva que se torna forma escultórica e dinâmicas do traçado – que a figura e corpo humanos se tornam o principal objecto de estudo do artista.[...] Dada a importância que encontramos na associação e relação interpretativa que naturalmente decorre da articulação com o trabalho prático, considera-se a linguagem artística como inseparável e reciprocamente ligada à pesquisa e análise aqui conduzidas. Parece-nos inviável a completa apreensão deste projeto sem que se tome em consideração a própria obra escultórica a que se refere e para a qual se remete. Por este motivo, analisamos a linha, e a linha na escultura, ao longo deste estudo. Na arte plástica – especificamente na escultura – a linha é frequentemente resultante da convergência de duas ou mais faces, o que nos leva a pressupor a presença de duas ou mais superfícies. Esta característica leva-nos a considerar que apenas o delineamento possa dar origem a uma escultura linear e que, nesta, a linha recorre à simetria, à qual acrescem cada perfil - contorno linear percebido a cada ponto de vista - que igualmente contribui para a percepção de ambas forma e figura. Assim, dentro do âmbito desta relação entre rosto e paisagem, o nosso interesse recai sobre o estudo da linha como meio de representação escultórica. O corpo de trabalho agora apresentado procura uma abordagem sintética da figura humana, no limiar perceptível da sua representação tridimensional. As esculturas apresentadas resultam da composição de linhas curvas, contínuas e contrastantes. Expandindo as noções de linha e espaço, estas esculturas oferecem-nos uma sensação semelhante à de um vislumbre de breves desenhos suspensos no ar. A linha que percebemos é gerada pelo olhar que se move sobre a forma, ao mesmo tempo que nós próprios (observadores) nos deslocamos no espaço. Ou seja, a passagem para a percepção da tridimensionalidade é operada pelo movimento, simultaneamente gerado pela linha e resultante dela.[...] Tomamos por certo que as influências e referências do artista consistem em tudo o que vê, sente, e experiencia, pelo que o principal objetivo que nos guia é tornar mais acessível o que podem ser os recursos criativos do artista, que contribuem com conhecimento e técnica para a criação artística.
Autores principais:Ntali, Konstantina
Assunto:Giacometti, Alberto, 1901-1966 Picasso, Pablo, 1881-1973 Calder, Alexander, 1898-1976 Schiele, Egon, 1890-1918 Klee, Paul, 1879-1940 Kandinsky, Wassily, 1866-1944 Oliveira, David, 1980- Sartre, Jean-Paul, 1905-1980 Ntali, Konstantina, 1989- Escultura Expressão facial Rosto Linhas Paisagem
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O trabalho de projeto intitulado “Rosto como Paisagem / Paisagem como Rosto: ida e volta da linha à forma escultórica” pretende explorar a aplicação da relação que pode ser estabelecida entre as presentes noções de paisagem e de rosto - face humana – e de como se pode expressar esta relação, tanto na sua abordagem visual como na sua tradução em conhecimento. A problemática decorrente da pesquisa realizada na concretização do presente projeto é reveladora da multiplicidade e complexidade da investigação artística observando-se algumas dificuldades no plano da sua teorização. Antes de estudarmos a relação entre a linearidade e os meios escultóricos de concretização artística, foi necessária a definição da figura humana e, inerentemente, da face humana nas suas múltiplas dimensões, i. e. o rosto humano. A presente abordagem visual e escultórica consiste numa série de figuras humanas, na sua maioria restringidas ao rosto, e principalmente baseadas no conhecimento anatómico. É através da sua prática que o artista reconhece o corpo humano como único e singular mas também como recipiente através do qual a existência humana se desenvolve e leva a cabo. É também através do seu entendimento como uma via de acesso à expressão dos movimentos clássicos e contemporâneos – sendo matéria viva que se torna forma escultórica e dinâmicas do traçado – que a figura e corpo humanos se tornam o principal objecto de estudo do artista.[...] Dada a importância que encontramos na associação e relação interpretativa que naturalmente decorre da articulação com o trabalho prático, considera-se a linguagem artística como inseparável e reciprocamente ligada à pesquisa e análise aqui conduzidas. Parece-nos inviável a completa apreensão deste projeto sem que se tome em consideração a própria obra escultórica a que se refere e para a qual se remete. Por este motivo, analisamos a linha, e a linha na escultura, ao longo deste estudo. Na arte plástica – especificamente na escultura – a linha é frequentemente resultante da convergência de duas ou mais faces, o que nos leva a pressupor a presença de duas ou mais superfícies. Esta característica leva-nos a considerar que apenas o delineamento possa dar origem a uma escultura linear e que, nesta, a linha recorre à simetria, à qual acrescem cada perfil - contorno linear percebido a cada ponto de vista - que igualmente contribui para a percepção de ambas forma e figura. Assim, dentro do âmbito desta relação entre rosto e paisagem, o nosso interesse recai sobre o estudo da linha como meio de representação escultórica. O corpo de trabalho agora apresentado procura uma abordagem sintética da figura humana, no limiar perceptível da sua representação tridimensional. As esculturas apresentadas resultam da composição de linhas curvas, contínuas e contrastantes. Expandindo as noções de linha e espaço, estas esculturas oferecem-nos uma sensação semelhante à de um vislumbre de breves desenhos suspensos no ar. A linha que percebemos é gerada pelo olhar que se move sobre a forma, ao mesmo tempo que nós próprios (observadores) nos deslocamos no espaço. Ou seja, a passagem para a percepção da tridimensionalidade é operada pelo movimento, simultaneamente gerado pela linha e resultante dela.[...] Tomamos por certo que as influências e referências do artista consistem em tudo o que vê, sente, e experiencia, pelo que o principal objetivo que nos guia é tornar mais acessível o que podem ser os recursos criativos do artista, que contribuem com conhecimento e técnica para a criação artística.