Publicação
O erro como ponte para a aprendizagem em matemática : um estudo com alunos do 7º ano do ensino básico
| Resumo: | Este estudo procura analisar e compreender os erros cometidos por alunos do 7.º ano de escolaridade, no âmbito do Novo Programa de Matemática para o Ensino Básico no contexto de ensino aprendizagem do tema Álgebra, mais concretamente nos tópicos: (i) Sequências e Regularidades; e (ii) Equações, e investigar até que ponto o feedback escrito e o questionamento oral usados pelo professor podem contribuir para levar os alunos a aperceberem-se dos erros que cometem e a tentar ultrapassá-los. Utilizámos uma abordagem qualitativa e como design de investigação o estudo de caso. Considerámos como casos três alunos com diferentes perfis, em termos de desempenho matemático, de uma turma do 7.º ano leccionada pela investigadora. A recolha de dados foi efectuada recorrendo a: (1) entrevistas semi-estruturadas, gravadas em áudio e posteriormente transcritas na íntegra; (2) produções escritas dos alunos aquando da realização de tarefas; e (3) observação e gravação em áudio de aulas. A análise de dados iniciou-se durante a fase empírica com a génese de categorias para os erros cometidos pelos alunos, informada pelo quadro teórico adoptado. Depois de reduzidos os dados, as categorias foram refinadas. Este estudo evidencia que alguns erros, referenciados na literatura, estão presentes nas produções destes alunos, como sejam: erros que têm a sua origem num obstáculo cognitivo; erros que têm a sua origem na ausência de significado; erros que têm a sua origem em atitudes afectivas e emocionais face à Matemática. Confirmámos o que vínhamos intuindo da nossa prática lectiva – os alunos com um nível de desempenho inferior revelaram maiores dificuldades na resolução das tarefas propostas e cometeram um maior número de erros. Contudo, a utilização indevida da propriedade distributiva e a dificuldade na generalização de regularidades ou padrões foram erros comuns aos três alunos. Verificámos também que estes alunos identificaram alguns dos erros por si cometidos. No entanto, os dispositivos de regulação utilizados, pela professora nomeadamente o feedback escrito, não foram igualmente eficazes nos três casos, notando-se, que o questionamento oral foi o mais eficiente. |
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| Autores principais: | Vale, Maria Luísa de Sousa, 1957- |
| Assunto: | Didáctica da matemática Avaliação em educação Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo procura analisar e compreender os erros cometidos por alunos do 7.º ano de escolaridade, no âmbito do Novo Programa de Matemática para o Ensino Básico no contexto de ensino aprendizagem do tema Álgebra, mais concretamente nos tópicos: (i) Sequências e Regularidades; e (ii) Equações, e investigar até que ponto o feedback escrito e o questionamento oral usados pelo professor podem contribuir para levar os alunos a aperceberem-se dos erros que cometem e a tentar ultrapassá-los. Utilizámos uma abordagem qualitativa e como design de investigação o estudo de caso. Considerámos como casos três alunos com diferentes perfis, em termos de desempenho matemático, de uma turma do 7.º ano leccionada pela investigadora. A recolha de dados foi efectuada recorrendo a: (1) entrevistas semi-estruturadas, gravadas em áudio e posteriormente transcritas na íntegra; (2) produções escritas dos alunos aquando da realização de tarefas; e (3) observação e gravação em áudio de aulas. A análise de dados iniciou-se durante a fase empírica com a génese de categorias para os erros cometidos pelos alunos, informada pelo quadro teórico adoptado. Depois de reduzidos os dados, as categorias foram refinadas. Este estudo evidencia que alguns erros, referenciados na literatura, estão presentes nas produções destes alunos, como sejam: erros que têm a sua origem num obstáculo cognitivo; erros que têm a sua origem na ausência de significado; erros que têm a sua origem em atitudes afectivas e emocionais face à Matemática. Confirmámos o que vínhamos intuindo da nossa prática lectiva – os alunos com um nível de desempenho inferior revelaram maiores dificuldades na resolução das tarefas propostas e cometeram um maior número de erros. Contudo, a utilização indevida da propriedade distributiva e a dificuldade na generalização de regularidades ou padrões foram erros comuns aos três alunos. Verificámos também que estes alunos identificaram alguns dos erros por si cometidos. No entanto, os dispositivos de regulação utilizados, pela professora nomeadamente o feedback escrito, não foram igualmente eficazes nos três casos, notando-se, que o questionamento oral foi o mais eficiente. |
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