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Técnica MuST para canulação do acesso vascular em hemodiálise : contributos para uma intervenção segura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A preservação da fístula arteriovenosa (FAV) é essencial no tratamento dos doentes renais crónicos em hemodiálise. Uma técnica de canulação (TC) adequada e uma punção bem-sucedida, são fundamentais para a preservação da FAV e segurança do doente. Objetivos: Analisar se a Multiple Single Cannulation Technique (MuST) permite maior sobrevida da FAV e menor taxa de complicações quando comparada com a técnica em escada (RL). Métodos: Realizámos uma revisão sistemática da literatura (RSL) com meta análise que incluiu cinco ensaios clínicos randomizados, um quasi-experimental e seis estudos observacionais. Desenvolvemos um estudo clínico com intervenção (ECI) em três unidades periféricas de hemodiálise que comparou a MuST versus RL, com um seguimento de doze meses. Como indicador primário considerámos a taxa de sobrevida da FAV a um ano e os dados foram analisados pela regra “intention-to-treat”. Resultados: A RSL mostrou que, quando comparada com a RL, a técnica de botoeira está associada a um aumento significativo da bacteriemia, (p=0,02), mas não foram encontradas diferenças significativas na patência não assistida da FAV (p=0,90). O ECI, envolveu 101 participantes, 49 no grupo MuST. A patência não assistida a 12 meses na MuST foi 83,7% versus 84,6% na RL. Não foram observadas diferenças significativas entre os dois grupos na patência não assistida, (p=0,976) nem na patência assistida, (p=0,389). Não foram observadas diferenças significativas nas complicações (p=0,856). Não foram observados doentes com infeção relacionada com as TC. A MuST apresentou vantagem sobre a RL no desenvolvimento e formação de novos aneurismas. Não se observaram diferenças na perceção da dor entre as TC (p=0,731). Conclusão: A MuST apresentou uma sobrevida da FAV semelhante à RL. A menor incidência no desenvolvimento e formação de novos aneurismas na MuST, pode ser um fator diferenciador de segurança e bem-estar dos doentes, na decisão da seleção de uma TC entre as equipas de enfermagem.
Autores principais:Peralta, Ricardo
Assunto:Dialysis Chronic kidney disease Renal dialysis Haemodialysis Catheterization Arteriovenous Fistula
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A preservação da fístula arteriovenosa (FAV) é essencial no tratamento dos doentes renais crónicos em hemodiálise. Uma técnica de canulação (TC) adequada e uma punção bem-sucedida, são fundamentais para a preservação da FAV e segurança do doente. Objetivos: Analisar se a Multiple Single Cannulation Technique (MuST) permite maior sobrevida da FAV e menor taxa de complicações quando comparada com a técnica em escada (RL). Métodos: Realizámos uma revisão sistemática da literatura (RSL) com meta análise que incluiu cinco ensaios clínicos randomizados, um quasi-experimental e seis estudos observacionais. Desenvolvemos um estudo clínico com intervenção (ECI) em três unidades periféricas de hemodiálise que comparou a MuST versus RL, com um seguimento de doze meses. Como indicador primário considerámos a taxa de sobrevida da FAV a um ano e os dados foram analisados pela regra “intention-to-treat”. Resultados: A RSL mostrou que, quando comparada com a RL, a técnica de botoeira está associada a um aumento significativo da bacteriemia, (p=0,02), mas não foram encontradas diferenças significativas na patência não assistida da FAV (p=0,90). O ECI, envolveu 101 participantes, 49 no grupo MuST. A patência não assistida a 12 meses na MuST foi 83,7% versus 84,6% na RL. Não foram observadas diferenças significativas entre os dois grupos na patência não assistida, (p=0,976) nem na patência assistida, (p=0,389). Não foram observadas diferenças significativas nas complicações (p=0,856). Não foram observados doentes com infeção relacionada com as TC. A MuST apresentou vantagem sobre a RL no desenvolvimento e formação de novos aneurismas. Não se observaram diferenças na perceção da dor entre as TC (p=0,731). Conclusão: A MuST apresentou uma sobrevida da FAV semelhante à RL. A menor incidência no desenvolvimento e formação de novos aneurismas na MuST, pode ser um fator diferenciador de segurança e bem-estar dos doentes, na decisão da seleção de uma TC entre as equipas de enfermagem.