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Reconstrução esofágica : revisão teórica a propósito de três casos clínicos

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Resumo:Na reconstrução esofágica, em primeiro lugar, recorre-se à criação de um conduto a partir do estômago, contudo esta, nem sempre, é uma opção viável. A segunda opção mais utilizada é um segmento pediculado de cólon. No entanto, devido às características do cólon, esta reconstrução acarreta maior morbilidade e mortalidade, estando frequentemente associada a um maior número de deiscências anastomóticas e redundância do interposto cólico. Com o desenvolvimento da cirurgia microvascular, tem-se vindo a utilizar um segmento de jejuno pediculado complementado por uma anastomose microvascular. Esta cirurgia está associada a uma maior complexidade técnica, implicando um maior tempo operatório. Contudo, a menor frequência de patologia intrínseca do jejuno, a sua disponibilidade e manutenção do peristaltismo apresentam-se como vantagens na sua utilização. Quer por falência da reconstrução esofágica ou cirurgias abdominais prévias, pode não ser possível fazer a reconstrução com segmentos do trato gastrointestinal. Nestes casos, está descrita a utilização de retalhos cutâneos ou miocutâneos, os quais apresentam uma maior tolerância à isquemia e menor complexidade cirúrgica. Contudo, não possuem peristaltismo, estando associados a um maior grau de deiscências e estenoses. Após as reconstruções, a diminuição da perfusão condiciona complicações isquémicas que podem pôr em causa a viabilidade do segmento. Assim, tem vindo a ser utilizada a angiografia de verde de indocianina no intraoperatório, com o objetivo de avaliar o suprimento sanguíneo do órgão utilizado e otimizar a anastomose. Neste trabalho, é feita uma revisão da literatura sobre as opções para a reconstrução do esófago, e são apresentados três casos clínicos em que as reconstruções esofágicas necessárias seriam complexas.
Autores principais:Matias, Andreia Sofia Viseu
Assunto:Reconstrução esofágica Interposto cólico Interposto jejunal Retalhos cutâneos Verde de indocianina
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Na reconstrução esofágica, em primeiro lugar, recorre-se à criação de um conduto a partir do estômago, contudo esta, nem sempre, é uma opção viável. A segunda opção mais utilizada é um segmento pediculado de cólon. No entanto, devido às características do cólon, esta reconstrução acarreta maior morbilidade e mortalidade, estando frequentemente associada a um maior número de deiscências anastomóticas e redundância do interposto cólico. Com o desenvolvimento da cirurgia microvascular, tem-se vindo a utilizar um segmento de jejuno pediculado complementado por uma anastomose microvascular. Esta cirurgia está associada a uma maior complexidade técnica, implicando um maior tempo operatório. Contudo, a menor frequência de patologia intrínseca do jejuno, a sua disponibilidade e manutenção do peristaltismo apresentam-se como vantagens na sua utilização. Quer por falência da reconstrução esofágica ou cirurgias abdominais prévias, pode não ser possível fazer a reconstrução com segmentos do trato gastrointestinal. Nestes casos, está descrita a utilização de retalhos cutâneos ou miocutâneos, os quais apresentam uma maior tolerância à isquemia e menor complexidade cirúrgica. Contudo, não possuem peristaltismo, estando associados a um maior grau de deiscências e estenoses. Após as reconstruções, a diminuição da perfusão condiciona complicações isquémicas que podem pôr em causa a viabilidade do segmento. Assim, tem vindo a ser utilizada a angiografia de verde de indocianina no intraoperatório, com o objetivo de avaliar o suprimento sanguíneo do órgão utilizado e otimizar a anastomose. Neste trabalho, é feita uma revisão da literatura sobre as opções para a reconstrução do esófago, e são apresentados três casos clínicos em que as reconstruções esofágicas necessárias seriam complexas.