Publicação
Avaliação das necessidades de rega de um amendoal na área de influência do Alqueva
| Resumo: | A área de amendoal de regadio, sofreu um grande aumento nos últimos anos, na zona de influência do Alqueva. Tratando-se de uma cultura permanente e com registos de elevados consumos de água, torna-se importante avaliar as necessidades de rega de um amendoal intensivo nesta zona do país. O objetivo deste trabalho consistiu em avaliar a condução de rega efetuada num pomar intensivo na região do Alentejo e propor um calendário de rega alternativo ao do produtor, com base na modelação do balanço hídrico do solo. Este estudo realizou-se num amendoal da variedade “Vairo” no Monte das Carvoeiras, localizado nas proximidades da cidade de Beja. O amendoal tem uma área de 9,38 hectares, num compasso 7 x 6 m, e é regado por um sistema gota-a-gota com uma rampa de emissores por linha de cultura. Utilizaram-se os calendários de rega da exploração nos anos de 2018 e 2019, e os dados da sonda capacitiva para o mesmo período, para a parametrização do modelo do balanço hídrico do solo ISAREG. Parameterizado o modelo para as condições do local, e considerando um registo meteorológico para o período entre 2002 e 2019, realizaram-se três simulações que levaram à proposta de um calendário de rega alternativo para rega em conforto hídrico, e dois para rega deficitária, um aplicando 80 % das necessidades de rega no período intermédio e outro aplicando 60 %. Os valores obtidos de necessidades anuais de rega, foram de 410,2 mm para rega em conforto, 391,5 mm para 80 %, e 357,1 mm para 60 %. Analisando a condução da rega realizada pelo produtor, verificou-se que esta é, na generalidade, feita de forma correta e parcimoniosa, procurando introduzir alguma percentagem de défice no período menos sensível ao stress hídrico. Contudo poderá existir ainda um pouco de drenagem, realizando-se algumas recomendações que procuram evitá-la |
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| Autores principais: | Moita, Rafael António Dias |
| Assunto: | amendoal intensivo rega deficitária necessidades hídricas simulação do balanço hídrico do solo evapotranspiração cultural |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A área de amendoal de regadio, sofreu um grande aumento nos últimos anos, na zona de influência do Alqueva. Tratando-se de uma cultura permanente e com registos de elevados consumos de água, torna-se importante avaliar as necessidades de rega de um amendoal intensivo nesta zona do país. O objetivo deste trabalho consistiu em avaliar a condução de rega efetuada num pomar intensivo na região do Alentejo e propor um calendário de rega alternativo ao do produtor, com base na modelação do balanço hídrico do solo. Este estudo realizou-se num amendoal da variedade “Vairo” no Monte das Carvoeiras, localizado nas proximidades da cidade de Beja. O amendoal tem uma área de 9,38 hectares, num compasso 7 x 6 m, e é regado por um sistema gota-a-gota com uma rampa de emissores por linha de cultura. Utilizaram-se os calendários de rega da exploração nos anos de 2018 e 2019, e os dados da sonda capacitiva para o mesmo período, para a parametrização do modelo do balanço hídrico do solo ISAREG. Parameterizado o modelo para as condições do local, e considerando um registo meteorológico para o período entre 2002 e 2019, realizaram-se três simulações que levaram à proposta de um calendário de rega alternativo para rega em conforto hídrico, e dois para rega deficitária, um aplicando 80 % das necessidades de rega no período intermédio e outro aplicando 60 %. Os valores obtidos de necessidades anuais de rega, foram de 410,2 mm para rega em conforto, 391,5 mm para 80 %, e 357,1 mm para 60 %. Analisando a condução da rega realizada pelo produtor, verificou-se que esta é, na generalidade, feita de forma correta e parcimoniosa, procurando introduzir alguma percentagem de défice no período menos sensível ao stress hídrico. Contudo poderá existir ainda um pouco de drenagem, realizando-se algumas recomendações que procuram evitá-la |
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