Publicação
Envelhecimento ativo em meio urbano
| Resumo: | Ambientes residenciais favoráveis ao envelhecimento ativo podem ter um impacte significativo na saúde dos idosos. A tese descreve o desenvolvimento, aplicação e avaliação de dois instrumentos complementares que medem caraterísticas físicas da zona de residência potencialmente associadas a níveis de caminhada e de participação social em idosos. Inicialmente efetuou-se uma pesquisa bibliográfica para descrever limitações funcionais com impacte na relação do idoso com o ambiente residencial e identificar comportamentos promotores da saúde que pudessem ser influenciados pelo ambiente construído da zona de residência. Em seguida, realizaram-se revisões bibliográficas e um estudo Delphi com o objetivo de desenvolver uma lista hierarquizada de caraterísticas físicas da zona de residência potencialmente associadas a níveis de caminhada e a participação em atividades fora de casa. Com base nessa lista e em instrumentos existentes, criou-se uma escala ambiental que mede a forma como os idosos percecionam a sua zona de residência (SANES) e um instrumento de observação sistemática de segmentos de rua (SANEA). Estes instrumentos foram aplicados na cidade de Lisboa no âmbito de um estudo observacional transversal que envolveu a aplicação de um questionário a uma amostra de conveniência de 187 adultos com 65 ou mais anos de idade e a realização de observações sistemáticas em 44 segmentos de rua situados na zona de residência dos respondentes. O questionário incluía a escala ambiental SANES e questões sobre saúde e nível de atividade física e social, tendo 38 participantes voltado a responder ao mesmo questionário algumas semanas mais tarde. A SANES apresentou confiabilidade e consistência interna adequadas, a análise em componentes principais confirmou a estrutura adotada e foram encontradas correlações significativas entre quantidade de destinos e níveis de caminhada recreativa. O SANEA apresentou índices de pedonalidade consistentes com o fluxo pedonal e encontraram-se correlações significativas entre caminhar no bairro e facilidade de orientação, conetividade e segurança rodoviária. Os dois instrumentos são adequados à medição das características físicas da zona de residência associadas a níveis de caminhada em idosos e permitem obter dados complementares. |
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| Autores principais: | Cachadinha, Carla Sofia Migueis Gonçalves |
| Assunto: | Idosos Bairro Participação social Caminhar Avaliação Older adults Neighbourhood Social participation Walking Assessment |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Ambientes residenciais favoráveis ao envelhecimento ativo podem ter um impacte significativo na saúde dos idosos. A tese descreve o desenvolvimento, aplicação e avaliação de dois instrumentos complementares que medem caraterísticas físicas da zona de residência potencialmente associadas a níveis de caminhada e de participação social em idosos. Inicialmente efetuou-se uma pesquisa bibliográfica para descrever limitações funcionais com impacte na relação do idoso com o ambiente residencial e identificar comportamentos promotores da saúde que pudessem ser influenciados pelo ambiente construído da zona de residência. Em seguida, realizaram-se revisões bibliográficas e um estudo Delphi com o objetivo de desenvolver uma lista hierarquizada de caraterísticas físicas da zona de residência potencialmente associadas a níveis de caminhada e a participação em atividades fora de casa. Com base nessa lista e em instrumentos existentes, criou-se uma escala ambiental que mede a forma como os idosos percecionam a sua zona de residência (SANES) e um instrumento de observação sistemática de segmentos de rua (SANEA). Estes instrumentos foram aplicados na cidade de Lisboa no âmbito de um estudo observacional transversal que envolveu a aplicação de um questionário a uma amostra de conveniência de 187 adultos com 65 ou mais anos de idade e a realização de observações sistemáticas em 44 segmentos de rua situados na zona de residência dos respondentes. O questionário incluía a escala ambiental SANES e questões sobre saúde e nível de atividade física e social, tendo 38 participantes voltado a responder ao mesmo questionário algumas semanas mais tarde. A SANES apresentou confiabilidade e consistência interna adequadas, a análise em componentes principais confirmou a estrutura adotada e foram encontradas correlações significativas entre quantidade de destinos e níveis de caminhada recreativa. O SANEA apresentou índices de pedonalidade consistentes com o fluxo pedonal e encontraram-se correlações significativas entre caminhar no bairro e facilidade de orientação, conetividade e segurança rodoviária. Os dois instrumentos são adequados à medição das características físicas da zona de residência associadas a níveis de caminhada em idosos e permitem obter dados complementares. |
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