Publicação
Estudo de dermatófitos por métodos moleculares : identificação, resistência a antifúngicos e virulência
| Resumo: | As dermatofitias são provocadas por diversas espécies de dermatófitos constituindo uma das infecções mais comuns no mundo. Ao nível fenotípico, os fungos responsáveis por estas infecções apresentam semelhanças morfológicas entre isolados de espécies distintas, variabilidade intra-específica e pleomorfismos, tornando a sua identificação laboriosa e restrita a micologistas especializados. A aplicação de métodos moleculares permitirá uma identificação mais rápida e fidedigna destes fungos. No presente trabalho, a amplificação e restrição das regiões TR e ITS do rDNA (ARDRA) e PCR fingerprinting', utilizando os primers' (GTG)5, (GACA)4 e csM13, foram avaliados quanto ao seu potencial identificativo e de diferenciação. Após análise da região TR não se revelaram quaisquer polimorfismos entre os isolados analisados, enquanto a região ITS permitiu confirmar a identificação de oito das 14 espécies incluídas neste estudo. A utilização dos primers' (GACA)4 e csM13 permitiu o reconhecimento de padrões espécie-específicos, tornando possível a identificação de 12 das 14 espécies estudadas. Simultaneamente, os dados de PCR-fingerprinting' revelaram diferenças intra-específicas permitindo agrupar os isolados de algumas espécies em diferentes tipos genómicos. Paralelamente, foi efectuado um screening' de duas famílias de genes codificando para metaloproteases e proteases de subtilisina, putativamente relacionados com a virulência/patogenicidade dos dermatófitos, e todas as espécies em análise possuem pelo menos um dos genes pesquisados, estando uma maior incidência dos mesmos relacionada com o seu nicho ecológico preferencial, o Homem e os animais. A sensibilidade dos dermatófitos a agentes antifúngicos, habitualmente utilizados na terapêutica em Portugal, foi igualmente testada. Desenvolveu-se uma metodologia baseada no crescimento dos fungos em meio agarizado contendo um gradiente de concentração dos antifúngicos a testar. Os valores de CMI (Concentração Mínima Inibitória) revelaram que todos os isolados analisados são susceptíveis aos agentes testados. No entanto, não se pode concluir que a utilização desses antifúngicos produziria resultados idênticos na terapia, devido a factores inerentes aos próprios pacientes. |
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| Autores principais: | Lemsaddek, Abdelhak, 1976- |
| Assunto: | Dermatófitos Identificação Tipificação Virulência Resistência a antifúngicos Teses de doutoramento - 2009 |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As dermatofitias são provocadas por diversas espécies de dermatófitos constituindo uma das infecções mais comuns no mundo. Ao nível fenotípico, os fungos responsáveis por estas infecções apresentam semelhanças morfológicas entre isolados de espécies distintas, variabilidade intra-específica e pleomorfismos, tornando a sua identificação laboriosa e restrita a micologistas especializados. A aplicação de métodos moleculares permitirá uma identificação mais rápida e fidedigna destes fungos. No presente trabalho, a amplificação e restrição das regiões TR e ITS do rDNA (ARDRA) e PCR fingerprinting', utilizando os primers' (GTG)5, (GACA)4 e csM13, foram avaliados quanto ao seu potencial identificativo e de diferenciação. Após análise da região TR não se revelaram quaisquer polimorfismos entre os isolados analisados, enquanto a região ITS permitiu confirmar a identificação de oito das 14 espécies incluídas neste estudo. A utilização dos primers' (GACA)4 e csM13 permitiu o reconhecimento de padrões espécie-específicos, tornando possível a identificação de 12 das 14 espécies estudadas. Simultaneamente, os dados de PCR-fingerprinting' revelaram diferenças intra-específicas permitindo agrupar os isolados de algumas espécies em diferentes tipos genómicos. Paralelamente, foi efectuado um screening' de duas famílias de genes codificando para metaloproteases e proteases de subtilisina, putativamente relacionados com a virulência/patogenicidade dos dermatófitos, e todas as espécies em análise possuem pelo menos um dos genes pesquisados, estando uma maior incidência dos mesmos relacionada com o seu nicho ecológico preferencial, o Homem e os animais. A sensibilidade dos dermatófitos a agentes antifúngicos, habitualmente utilizados na terapêutica em Portugal, foi igualmente testada. Desenvolveu-se uma metodologia baseada no crescimento dos fungos em meio agarizado contendo um gradiente de concentração dos antifúngicos a testar. Os valores de CMI (Concentração Mínima Inibitória) revelaram que todos os isolados analisados são susceptíveis aos agentes testados. No entanto, não se pode concluir que a utilização desses antifúngicos produziria resultados idênticos na terapia, devido a factores inerentes aos próprios pacientes. |
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