Publicação
Alterações cardiovasculares associadas ao SARS-CoV-2
| Resumo: | Esta tese propõe-se, primeiramente, à descrição do estágio Curricular como parte integrante do plano de estudos do Mestrado em Análises Clínicas (MAC) da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL). Este foi realizado no Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa em Lisboa (CMLGS). Teve como principal objetivo a minha integração num ambiente profissional laboratorial e a consolidação de conhecimentos adquiridos durante o Mestrado em Análises Clínicas (MAC). Em seguida, na segunda parte deste documento, foi realizada uma revisão da literatura com o objetivo de compreender as implicações a nível cardiovascular da infeção pela Síndrome Respiratória Aguda Grave – Coronavírus 2 (SARS-CoV-2), um vírus esférico com invólucro pertencente à família Coronaviridae. Até à data, os dados disponíveis indicam que a infeção por este vírus causa o desenvolvimento de manifestações cardiovasculares. Pensa-se que os mecanismos principais que levam à lesão do sistema são: i) lesão direta do tecido cardíaco e cardiomiócitos, por entrada direta do vírus nas células, através da Enzima Conversora de Angiotensina 2 (ACE2), ii) libertação exuberada de biomarcadores pró-inflamatórios conhecida como “Tempestade de Citocinas” podendo levar a alterações de coagulação e iii) comprometimento do sistema respiratório, que pode levar à hipoxia do tecido cardíaco. De modo a compreender as várias alterações e implicações no sistema cardiovascular devido a infeção pelo vírus SARS-CoV-2 foram analisadas as alterações de biomarcadores cardíacos, inflamatórios e de coagulação. Os biomarcadores cardíacos avaliados foram: as Troponinas Cardíacas I (cTnI) e T (cTnT), a Creatinaquinase (CK), a Creatinaquinase-MB de (CK-MB), a Lactato Desidrogenase (LDH) e o N-terminal do Péptido Natriurético tipo B (NT-proBNP). Os biomarcadores pró-inflamatórios foram: a Proteína C Reativa (PCR); as Interleucinas (IL) 6 e 10 e o Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNFα). Os biomarcadores de coagulação foram: os D-Dímeros, o Tempo de Protrombina (TP) e o Tempo de Tromboplastina Parcialmente Ativado (TTPa). Até à data as infeções pelo vírus SARS-CoV-2 parecem demonstrar ter implicações cardiovasculares durante o estado ativo da infeção, não sendo claras as suas consequências a médio e longo prazo. |
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| Autores principais: | Freire, Catarina Isabel Raposo |
| Assunto: | SARS-CoV-2 COVID-19 Biomarcadores Sistema cardiovascular Sistema inflamatório Coagulação Teses de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta tese propõe-se, primeiramente, à descrição do estágio Curricular como parte integrante do plano de estudos do Mestrado em Análises Clínicas (MAC) da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL). Este foi realizado no Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa em Lisboa (CMLGS). Teve como principal objetivo a minha integração num ambiente profissional laboratorial e a consolidação de conhecimentos adquiridos durante o Mestrado em Análises Clínicas (MAC). Em seguida, na segunda parte deste documento, foi realizada uma revisão da literatura com o objetivo de compreender as implicações a nível cardiovascular da infeção pela Síndrome Respiratória Aguda Grave – Coronavírus 2 (SARS-CoV-2), um vírus esférico com invólucro pertencente à família Coronaviridae. Até à data, os dados disponíveis indicam que a infeção por este vírus causa o desenvolvimento de manifestações cardiovasculares. Pensa-se que os mecanismos principais que levam à lesão do sistema são: i) lesão direta do tecido cardíaco e cardiomiócitos, por entrada direta do vírus nas células, através da Enzima Conversora de Angiotensina 2 (ACE2), ii) libertação exuberada de biomarcadores pró-inflamatórios conhecida como “Tempestade de Citocinas” podendo levar a alterações de coagulação e iii) comprometimento do sistema respiratório, que pode levar à hipoxia do tecido cardíaco. De modo a compreender as várias alterações e implicações no sistema cardiovascular devido a infeção pelo vírus SARS-CoV-2 foram analisadas as alterações de biomarcadores cardíacos, inflamatórios e de coagulação. Os biomarcadores cardíacos avaliados foram: as Troponinas Cardíacas I (cTnI) e T (cTnT), a Creatinaquinase (CK), a Creatinaquinase-MB de (CK-MB), a Lactato Desidrogenase (LDH) e o N-terminal do Péptido Natriurético tipo B (NT-proBNP). Os biomarcadores pró-inflamatórios foram: a Proteína C Reativa (PCR); as Interleucinas (IL) 6 e 10 e o Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNFα). Os biomarcadores de coagulação foram: os D-Dímeros, o Tempo de Protrombina (TP) e o Tempo de Tromboplastina Parcialmente Ativado (TTPa). Até à data as infeções pelo vírus SARS-CoV-2 parecem demonstrar ter implicações cardiovasculares durante o estado ativo da infeção, não sendo claras as suas consequências a médio e longo prazo. |
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