Publicação
PGC-1α: a target for neurodegenerative disorders
| Resumo: | Com o aumento da esperança média de vida, também o impacto social e económico associado a problemas de saúde tem vindo a crescer. As doenças neurodegenerativas tendem a manifestar-se com a idade, principalmente devido à sua longa fase assintomática, durante a qual a doença já está em progressão, portanto a sua incidência tem aumentado e continuará a aumentar em todo o mundo, acompanhando a tendência de envelhecimento e crescimento da população. Entretanto, os tratamentos disponíveis para a maioria destas patologias apenas aliviam os sintomas já numa fase avançada, não existindo ainda disponíveis opções que alterem ou impeçam o seu curso natural. Ora, esta falta de alternativas farmacológicas é consequência da incerteza existente em relação aos mecanismos fisiopatológicos que originam estas doenças e à enorme variabilidade registada na população afetada. No entanto, vários estudos evidenciaram que a disfunção mitocondrial e o stress oxidativo desempenham um papel importante na patogénese de doenças como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson e doença de Huntington, por exemplo. Tendo em conta a grande necessidade de aporte energético do tecido cerebral, tal não é inesperado. O peroxisome proliferator-activated receptor γ coactivator-1α (PGC-1α) é visto como um importante co-regulador da função mitocondrial desde a sua descoberta, há mais de 20 anos, e a sua hipotética relação com as doenças neurodegenerativas e expectável potencial terapêutico têm sido considerados e avaliados desde o início. Na verdade, vários modelos animais sem PGC-1α têm, desde então, revelado a presença de anomalias comportamentais e neurodegeneração, o que parece provar esta ligação. Assim, regular seletivamente a ação do PGC-1α (para evitar efeitos prejudiciais e indesejados noutros tecidos onde este também é expresso) poderá ser uma forma interessante e específica de mitigar a disfunção mitocondrial e o stress oxidativo. Contudo, ter como alvo um co-regulador da transcrição constitui um desafio a vários níveis, mas também apresenta diversas possibilidades, especialmente considerando os avanços científicos e tecnológicos recentes e futuros. Deste modo, a hipótese de usar o PGC-1α como um alvo terapêutico altamente específico para o tratamento de doenças como as neurodegenerativas não pode ser excluída e aguarda novos desenvolvimentos. |
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| Autores principais: | Pereira, Mariana da Costa |
| Assunto: | PGC-1α Neurodegenerative disorders Oxidative stress Mitochondrial dysfunction Therapeutic potential Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Com o aumento da esperança média de vida, também o impacto social e económico associado a problemas de saúde tem vindo a crescer. As doenças neurodegenerativas tendem a manifestar-se com a idade, principalmente devido à sua longa fase assintomática, durante a qual a doença já está em progressão, portanto a sua incidência tem aumentado e continuará a aumentar em todo o mundo, acompanhando a tendência de envelhecimento e crescimento da população. Entretanto, os tratamentos disponíveis para a maioria destas patologias apenas aliviam os sintomas já numa fase avançada, não existindo ainda disponíveis opções que alterem ou impeçam o seu curso natural. Ora, esta falta de alternativas farmacológicas é consequência da incerteza existente em relação aos mecanismos fisiopatológicos que originam estas doenças e à enorme variabilidade registada na população afetada. No entanto, vários estudos evidenciaram que a disfunção mitocondrial e o stress oxidativo desempenham um papel importante na patogénese de doenças como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson e doença de Huntington, por exemplo. Tendo em conta a grande necessidade de aporte energético do tecido cerebral, tal não é inesperado. O peroxisome proliferator-activated receptor γ coactivator-1α (PGC-1α) é visto como um importante co-regulador da função mitocondrial desde a sua descoberta, há mais de 20 anos, e a sua hipotética relação com as doenças neurodegenerativas e expectável potencial terapêutico têm sido considerados e avaliados desde o início. Na verdade, vários modelos animais sem PGC-1α têm, desde então, revelado a presença de anomalias comportamentais e neurodegeneração, o que parece provar esta ligação. Assim, regular seletivamente a ação do PGC-1α (para evitar efeitos prejudiciais e indesejados noutros tecidos onde este também é expresso) poderá ser uma forma interessante e específica de mitigar a disfunção mitocondrial e o stress oxidativo. Contudo, ter como alvo um co-regulador da transcrição constitui um desafio a vários níveis, mas também apresenta diversas possibilidades, especialmente considerando os avanços científicos e tecnológicos recentes e futuros. Deste modo, a hipótese de usar o PGC-1α como um alvo terapêutico altamente específico para o tratamento de doenças como as neurodegenerativas não pode ser excluída e aguarda novos desenvolvimentos. |
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