Publicação
Estudo da prevalência de anticorpos anti-Leishmania spp. numa população que coabita com canideos com leishmaniose
| Resumo: | A leishmaniose visceral tem apresentado mudanças consideráveis no seu padrão de transmissão continuando a ser considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma doença de categoria 1, o que significa uma doença emergente e não controlada. Em Portugal, a prevalência de leishmaniose no cão tem vindo a aumentar, tendência que se manifesta igualmente em medicina humana ainda que com números completamente díspares entre Homem e cão. Mas, o facto de a doença ter baixa prevalência no Homem, não invalida a importância de estudos serológicos na população assintomática. A questão da segurança da coabitação com cães com leishmaniose é frequentemente equacionada na prática clínica. A eliminação dos reservatórios caninos constitui uma das ferramentas preconizadas pela OMS. No entanto, na maioria dos casos, esta medida tem-se revelado infrutífera, para além de ser controversa do ponto de vista ético, como é reconhecido pela própria OMS. Pretendeu-se com este estudo epidemiológico comparar a seroprevalência de anticorpos anti-Leishmania infantum numa população de 50 proprietários de cães com leishmaniose em comparação com 50 proprietários de cães sem leishmaniose. Os resultados obtidos com a técnica de Imunofluorescência Indirecta (IFI) apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre as duas populações podendo levar à conclusão que o convívio com um cão doente é um factor de risco. No entanto, estes resultados não foram comprovados pela técnica de Immunoblot, o que, por um lado permite concluir a ausência de especificidade da IFI em populações assintomáticas e por outro concluir que a posse de cão doente não é, com base neste estudo, um factor de risco. Este estudo contribui para uma melhor caracterização serológica da população Portuguesa face à leishmaniose e permite ao clínico responder de forma mais sustentada à questão da segurança da convivência com animais com leishmaniose. |
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| Autores principais: | Fonseca, Maria João Dinis da, 1971- |
| Assunto: | Leishmaniose visceral Cão Homem Coabitação Seroprevalência Parasitologia Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A leishmaniose visceral tem apresentado mudanças consideráveis no seu padrão de transmissão continuando a ser considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma doença de categoria 1, o que significa uma doença emergente e não controlada. Em Portugal, a prevalência de leishmaniose no cão tem vindo a aumentar, tendência que se manifesta igualmente em medicina humana ainda que com números completamente díspares entre Homem e cão. Mas, o facto de a doença ter baixa prevalência no Homem, não invalida a importância de estudos serológicos na população assintomática. A questão da segurança da coabitação com cães com leishmaniose é frequentemente equacionada na prática clínica. A eliminação dos reservatórios caninos constitui uma das ferramentas preconizadas pela OMS. No entanto, na maioria dos casos, esta medida tem-se revelado infrutífera, para além de ser controversa do ponto de vista ético, como é reconhecido pela própria OMS. Pretendeu-se com este estudo epidemiológico comparar a seroprevalência de anticorpos anti-Leishmania infantum numa população de 50 proprietários de cães com leishmaniose em comparação com 50 proprietários de cães sem leishmaniose. Os resultados obtidos com a técnica de Imunofluorescência Indirecta (IFI) apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre as duas populações podendo levar à conclusão que o convívio com um cão doente é um factor de risco. No entanto, estes resultados não foram comprovados pela técnica de Immunoblot, o que, por um lado permite concluir a ausência de especificidade da IFI em populações assintomáticas e por outro concluir que a posse de cão doente não é, com base neste estudo, um factor de risco. Este estudo contribui para uma melhor caracterização serológica da população Portuguesa face à leishmaniose e permite ao clínico responder de forma mais sustentada à questão da segurança da convivência com animais com leishmaniose. |
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