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O impacto das memórias de infância maternas na perceção materna da intersubjetividade do bebé

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A gravidez surge como uma nova oportunidade para resolver ou agravar os conflitos desenvolvimentais passados e o resultado desta crise tem efeitos profundos no futuro relacionamento precoce entre a mãe e o filho. Para que a mulher se sinta confortável com a sua identidade e papel materno é necessário que consiga integrar as experiências positivas e negativas que teve como filha, aceitando o que considera ter sido o bom desempenho dos pais mas também as suas falhas e fracassos. No processo de adaptação da mãe ao bebé, a mãe deve estar aberta à experiência de sentir do bebé e também revelar uma resposta afetiva e comportamental que complete o processo do bebé. O objetivo da presente investigação assenta na relação entre as memórias de infância e a perceção materna da intersubjetividade do bebé pelo que é possível que a perceção materna da intersubjetividade possa refletir algo das memórias infantis maternas, podendo promover ou dificultar a criatividade da mãe para ler e descodificar as mensagens do seu bebé. Foram aplicados três instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, Parental Bonding Instrument e Inventário da Percepção Materna da Intersubjectividade do Bebé na Relação Precoce. A hipótese geral sugere que as memórias de infância dão um contributo significativo para a variância estatística da perceção materna da intersubjetividade do bebé. A amostra do presente estudo é constituída por 32 mulheres com filhos entre os 2 e os 9 meses de idade. Para testar as hipóteses, foram realizadas análises de regressão linear múltipla hierárquica que possibilitam uma exploração sofisticada da inter-relação entre um conjunto selecionado de variáveis. Salienta-se a importância das memórias de infância da mulher em relação ao “Cuidado dos Pais” para ler mais facilmente a competência do bebé em exprimir a sua iniciativa e para descodificar, em conjunto, a sua competência, os seus estados emocionais e a sua iniciativa, ou seja, a intersubjetividade geral na relação mãe-bebé. Salienta-se, também, a importância das memórias de infância da mãe em relação ao “Cuidado e Superproteção dos Pais”, capacitando a mãe a interpretar a competência do bebé para exprimir a sua iniciativa. Estes dados sugerem a relevância da interação entre as variáveis psicológicas para explicar os processos mentais humanos.
Autores principais:Silva, Daniela Sofia Barbaças da
Assunto:Bebés Mãe Intersujectividade Memórias de infância Pais Cuidado Superprotecção Interacção Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A gravidez surge como uma nova oportunidade para resolver ou agravar os conflitos desenvolvimentais passados e o resultado desta crise tem efeitos profundos no futuro relacionamento precoce entre a mãe e o filho. Para que a mulher se sinta confortável com a sua identidade e papel materno é necessário que consiga integrar as experiências positivas e negativas que teve como filha, aceitando o que considera ter sido o bom desempenho dos pais mas também as suas falhas e fracassos. No processo de adaptação da mãe ao bebé, a mãe deve estar aberta à experiência de sentir do bebé e também revelar uma resposta afetiva e comportamental que complete o processo do bebé. O objetivo da presente investigação assenta na relação entre as memórias de infância e a perceção materna da intersubjetividade do bebé pelo que é possível que a perceção materna da intersubjetividade possa refletir algo das memórias infantis maternas, podendo promover ou dificultar a criatividade da mãe para ler e descodificar as mensagens do seu bebé. Foram aplicados três instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, Parental Bonding Instrument e Inventário da Percepção Materna da Intersubjectividade do Bebé na Relação Precoce. A hipótese geral sugere que as memórias de infância dão um contributo significativo para a variância estatística da perceção materna da intersubjetividade do bebé. A amostra do presente estudo é constituída por 32 mulheres com filhos entre os 2 e os 9 meses de idade. Para testar as hipóteses, foram realizadas análises de regressão linear múltipla hierárquica que possibilitam uma exploração sofisticada da inter-relação entre um conjunto selecionado de variáveis. Salienta-se a importância das memórias de infância da mulher em relação ao “Cuidado dos Pais” para ler mais facilmente a competência do bebé em exprimir a sua iniciativa e para descodificar, em conjunto, a sua competência, os seus estados emocionais e a sua iniciativa, ou seja, a intersubjetividade geral na relação mãe-bebé. Salienta-se, também, a importância das memórias de infância da mãe em relação ao “Cuidado e Superproteção dos Pais”, capacitando a mãe a interpretar a competência do bebé para exprimir a sua iniciativa. Estes dados sugerem a relevância da interação entre as variáveis psicológicas para explicar os processos mentais humanos.