Publicação
Monocitoses não malignas : diagnóstico e terapêutica
| Resumo: | Monocitose ocorre quando a concentração de monócitos encontrada no sangue periférico ascende a valores superiores ao valor normal de referência (aproximadamente 0.2 – 10 x 10 elevado à 9ª potência/L). São várias as patologias em que este fenómeno ocorre. É importante distinguir as situações em que se observa uma monocitose reativa daquelas em que existe uma neoplasia. As características que apontam para uma monocitose maligna são a persistência da mesma, a existência de elevados números de promonócitos e blastos no sangue periférico e displasia dos monócitos. Já uma monocitose reativa é, por norma, transitória e os monócitos encontrados estão devidamente maduros. As causas de monocitoses não malignas são várias. Destacam-se a neutropenia cíclica e agranulocitose congénita e, ainda, infeções crónicas (tuberculose, endocardite bacteriana subaguda, brucelose, kala-azar, etc.) e patologias autoimunes (artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistémico, sarcoidose, etc.). O diagnóstico de uma monocitose pode ser realizado através do hemograma completo quando um doente apresenta sinais ou sintomas de uma infeção ou doença autoimune; nestas condições o número de monócitos aumenta em consequência do recrutamento dos mesmos através do processo inflamatório. A citometria de fluxo é uma das técnicas mais utilizadas para a contagem diferencial de leucócitos. Após o diagnóstico de qualquer patologia associada a monocitose reativa é aplicada terapêutica adequada. Esta terapêutica depende da patologia em questão, e vai desde antipiréticos e antibióticos, no caso das patologias infeciosas, até glucocorticoides e terapêutica citotóxica nas patologias autoimunes. Não existem testes de diagnóstico específicos para cada uma destas patologias, no entanto, a realização de vários testes em simultâneo, em concomitância com o diagnóstico clínico, leva a um diagnóstico relativamente preciso. Em termos de terapêutica, cada vez mais se tem verificado o aparecimento de resistências à terapêutica convencional, no entanto, novas terapêuticas estão a ser investigadas com o objetivo de aumentar a eficiência e diminuir as reações adversas. |
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| Autores principais: | Barata, Sofia Alexandra Fonseca |
| Assunto: | Monócito Monocitose reativa Infeção crónica Patologia autoimune Patologia monocitária Mestrado Integrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Monocitose ocorre quando a concentração de monócitos encontrada no sangue periférico ascende a valores superiores ao valor normal de referência (aproximadamente 0.2 – 10 x 10 elevado à 9ª potência/L). São várias as patologias em que este fenómeno ocorre. É importante distinguir as situações em que se observa uma monocitose reativa daquelas em que existe uma neoplasia. As características que apontam para uma monocitose maligna são a persistência da mesma, a existência de elevados números de promonócitos e blastos no sangue periférico e displasia dos monócitos. Já uma monocitose reativa é, por norma, transitória e os monócitos encontrados estão devidamente maduros. As causas de monocitoses não malignas são várias. Destacam-se a neutropenia cíclica e agranulocitose congénita e, ainda, infeções crónicas (tuberculose, endocardite bacteriana subaguda, brucelose, kala-azar, etc.) e patologias autoimunes (artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistémico, sarcoidose, etc.). O diagnóstico de uma monocitose pode ser realizado através do hemograma completo quando um doente apresenta sinais ou sintomas de uma infeção ou doença autoimune; nestas condições o número de monócitos aumenta em consequência do recrutamento dos mesmos através do processo inflamatório. A citometria de fluxo é uma das técnicas mais utilizadas para a contagem diferencial de leucócitos. Após o diagnóstico de qualquer patologia associada a monocitose reativa é aplicada terapêutica adequada. Esta terapêutica depende da patologia em questão, e vai desde antipiréticos e antibióticos, no caso das patologias infeciosas, até glucocorticoides e terapêutica citotóxica nas patologias autoimunes. Não existem testes de diagnóstico específicos para cada uma destas patologias, no entanto, a realização de vários testes em simultâneo, em concomitância com o diagnóstico clínico, leva a um diagnóstico relativamente preciso. Em termos de terapêutica, cada vez mais se tem verificado o aparecimento de resistências à terapêutica convencional, no entanto, novas terapêuticas estão a ser investigadas com o objetivo de aumentar a eficiência e diminuir as reações adversas. |
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