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Células tumorais circulantes como biomarcador no carcinoma de células renais : revisão das técnicas de deteção

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Carcinoma de Células Renais (CCR) corresponde a 2-3 % dos tumores sólidos e representa a condição urológica maligna mais letal. A sua incidência tem aumentado e atualmente a sobrevida global a 5 anos é de apenas 49%. O diagnóstico do CCR é na sua maioria acidental, tendo as manifestações clínicas e a avaliação laboratorial um papel limitado. Isto aliado à sua rápida disseminação hematogénea faz com que 25% dos indivíduos apresente metástases no momento do diagnóstico. Quando o diagnóstico é feito precocemente, o tratamento preferencial é a cirurgia, sendo o único com potencial curativo. Nos restantes casos, está indicada a realização de terapia sistémica, com aumento da sobrevida, mas importantes efeitos adversos. Ambos exigem monotorização, que atualmente carece de indicações padronizadas. Deste modo, é necessário o investimento em alternativas aos métodos de diagnóstico, à abordagem e à monotorização da doença. As células tumorais circulantes (CTC) enquanto biomarcador têm sido alvo de intensa investigação em vários tipos de neoplasias pois acredita-se que poderão constituir uma ferramenta clínica valiosa no que concerne ao diagnóstico precoce, estadiamento, monitorização, prognóstico e seleção de terapêuticas apropriadas. A sua deteção é desafiante, requerendo um conhecimento aprofundado das suas características morfológicas e moleculares por forma a desenvolver métodos com elevada especificidade e sensibilidade. Atualmente, existe uma grande variedade de métodos de deteção de CTC, baseando-se a maioria em propriedades das células epiteliais. Contudo, no CCR estas técnicas revelam-se pouco eficazes, pois no decorrer do processo de metastização as CTC perdem características epiteliais e passam a expressar características mesenquimatosas. Esta revisão destaca dois estudos que abordam duas técnicas diferentes de deteção de CTC mais adequadas ao CCR. No entanto, é premente o investimento na otimização dos métodos de isolamento existentes, permitindo a utilização das CTC na prática clínica com o intuito de uma abordagem mais individualizada do CCR.
Autores principais:Lopes, Diana Inês Caldeira
Assunto:Carcinoma de células renais Células tumorais circulantes Biomarcador Urologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Carcinoma de Células Renais (CCR) corresponde a 2-3 % dos tumores sólidos e representa a condição urológica maligna mais letal. A sua incidência tem aumentado e atualmente a sobrevida global a 5 anos é de apenas 49%. O diagnóstico do CCR é na sua maioria acidental, tendo as manifestações clínicas e a avaliação laboratorial um papel limitado. Isto aliado à sua rápida disseminação hematogénea faz com que 25% dos indivíduos apresente metástases no momento do diagnóstico. Quando o diagnóstico é feito precocemente, o tratamento preferencial é a cirurgia, sendo o único com potencial curativo. Nos restantes casos, está indicada a realização de terapia sistémica, com aumento da sobrevida, mas importantes efeitos adversos. Ambos exigem monotorização, que atualmente carece de indicações padronizadas. Deste modo, é necessário o investimento em alternativas aos métodos de diagnóstico, à abordagem e à monotorização da doença. As células tumorais circulantes (CTC) enquanto biomarcador têm sido alvo de intensa investigação em vários tipos de neoplasias pois acredita-se que poderão constituir uma ferramenta clínica valiosa no que concerne ao diagnóstico precoce, estadiamento, monitorização, prognóstico e seleção de terapêuticas apropriadas. A sua deteção é desafiante, requerendo um conhecimento aprofundado das suas características morfológicas e moleculares por forma a desenvolver métodos com elevada especificidade e sensibilidade. Atualmente, existe uma grande variedade de métodos de deteção de CTC, baseando-se a maioria em propriedades das células epiteliais. Contudo, no CCR estas técnicas revelam-se pouco eficazes, pois no decorrer do processo de metastização as CTC perdem características epiteliais e passam a expressar características mesenquimatosas. Esta revisão destaca dois estudos que abordam duas técnicas diferentes de deteção de CTC mais adequadas ao CCR. No entanto, é premente o investimento na otimização dos métodos de isolamento existentes, permitindo a utilização das CTC na prática clínica com o intuito de uma abordagem mais individualizada do CCR.