Publicação
Relação médico-doente na depressão : a perspetiva dos cuidados de saúde primários
| Resumo: | A depressão é uma doença muito prevalente na sociedade atual, especialmente em países ocidentais. Tem um grande impacto na qualidade de vida dos doentes com um elevado número de anos de vida perdidos. Os Cuidados de Saúde Primários assumem um papel fundamental na prevenção da doença e promoção da saúde e a elevada prevalência de depressão leva a que a maioria dos diagnósticos ocorra nos CSP. Neste contexto, a relação médico-doente adquire particular importância, podendo funcionar como uma barreira ou um notável facilitador no diagnóstico e tratamento de doentes com perturbação depressiva. Neste trabalho original realizaram-se entrevistas semi-estruturadas a 25 médicos de MGF em funções na região de Lisboa e foi posteriormente aplicado o método de análise temática aos dados obtidos. O objetivo principal do estudo foi avaliar a perceção dos médicos dos CSP quanto à importância da relação médico-doente no diagnóstico da depressão e o envolvimento do doente na tomada de decisão terapêutica. Avaliou-se ainda a capacidade de gestão destes doentes pelos médicos de MGF, a necessidade de formação para este tema e de que forma surge a cooperação e colaboração com a Psiquiatria e Psicologia. O nosso estudo permitiu concluir que a relação médico-doente é essencial para o sucesso do diagnóstico destes doentes e que a inclusão do doente na elaboração da terapêutica deve ser privilegiada, pois uma comunicação eficaz aliada à confiança da RMD contribuem para o sucesso terapêutico. Os médicos de MGF assumem ter facilidade ao efetuar um diagnóstico de depressão, sendo que as principais dificuldades recaem no tratamento e mudança comportamental. Ações formativas com vista à formação dos médicos de MGF para a temática da depressão são pertinentes e podem melhorar as taxas de tratamento nos CSP, diminuindo as necessidades de referenciação e a sobrecarga dos serviços de Psiquiatria. |
|---|---|
| Autores principais: | Damião, Patrícia Inês de Sá |
| Assunto: | Depressão Saúde mental Relação médico-doente Cuidados de saúde primários Medicina geral e familiar |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A depressão é uma doença muito prevalente na sociedade atual, especialmente em países ocidentais. Tem um grande impacto na qualidade de vida dos doentes com um elevado número de anos de vida perdidos. Os Cuidados de Saúde Primários assumem um papel fundamental na prevenção da doença e promoção da saúde e a elevada prevalência de depressão leva a que a maioria dos diagnósticos ocorra nos CSP. Neste contexto, a relação médico-doente adquire particular importância, podendo funcionar como uma barreira ou um notável facilitador no diagnóstico e tratamento de doentes com perturbação depressiva. Neste trabalho original realizaram-se entrevistas semi-estruturadas a 25 médicos de MGF em funções na região de Lisboa e foi posteriormente aplicado o método de análise temática aos dados obtidos. O objetivo principal do estudo foi avaliar a perceção dos médicos dos CSP quanto à importância da relação médico-doente no diagnóstico da depressão e o envolvimento do doente na tomada de decisão terapêutica. Avaliou-se ainda a capacidade de gestão destes doentes pelos médicos de MGF, a necessidade de formação para este tema e de que forma surge a cooperação e colaboração com a Psiquiatria e Psicologia. O nosso estudo permitiu concluir que a relação médico-doente é essencial para o sucesso do diagnóstico destes doentes e que a inclusão do doente na elaboração da terapêutica deve ser privilegiada, pois uma comunicação eficaz aliada à confiança da RMD contribuem para o sucesso terapêutico. Os médicos de MGF assumem ter facilidade ao efetuar um diagnóstico de depressão, sendo que as principais dificuldades recaem no tratamento e mudança comportamental. Ações formativas com vista à formação dos médicos de MGF para a temática da depressão são pertinentes e podem melhorar as taxas de tratamento nos CSP, diminuindo as necessidades de referenciação e a sobrecarga dos serviços de Psiquiatria. |
|---|