Publicação
Percursos de resiliência : o papel da discriminação percebida
| Resumo: | Os efeitos potencialmente danosos na saúde mental e física de indivíduos pertencentes a grupos minoritários, tanto por internalização de significações sociais de inferioridade como pela exposição repetida a experiências de discriminação, remetem para a necessidade de compreender como se desenvolvem os processos de resiliência nesta população, no sentido de os otimizar ao atuar nos vários sistemas em que se inserem. Na presente investigação, pretende-se compreender qual o papel da discriminação percebida nos processos de resiliência, nomeadamente em termos de vivência, significações e representações sociais de indivíduos pertencentes a grupos minoritários, através de uma abordagem qualitativa que envolve a identificação de fatores individuais e contextuais relevantes para a gestão e superação de adversidades. O estudo foca-se no indivíduo, ao ter sido selecionada uma amostra de participantes mediáticos que cumprem os critérios de resiliência e contempla também fatores contextuais, familiares e desenvolvimentistas, possibilitados pelo uso de entrevistas. Os resultados sugerem a discriminação percebida como um evento de adversidade na vida dos participantes, que efetuam um processo de adaptação positiva de forma a superar a disrupção causada, constituindo-se como um antecedente do processo de resiliência. Este processo parece ser condicionado por características individuais, familiares e sociais em constante interação, podendo resultar na criação de novas forças, mas também de novas vulnerabilidades. A relevância científica do presente estudo prende-se com a utilização de uma amostra que engloba a presença de ambos os constructos em análise. |
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| Autores principais: | Carvalho, Joana David |
| Assunto: | Discriminação Grupos minoritários Resiliência (Psicologia) Mediatização Teses de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os efeitos potencialmente danosos na saúde mental e física de indivíduos pertencentes a grupos minoritários, tanto por internalização de significações sociais de inferioridade como pela exposição repetida a experiências de discriminação, remetem para a necessidade de compreender como se desenvolvem os processos de resiliência nesta população, no sentido de os otimizar ao atuar nos vários sistemas em que se inserem. Na presente investigação, pretende-se compreender qual o papel da discriminação percebida nos processos de resiliência, nomeadamente em termos de vivência, significações e representações sociais de indivíduos pertencentes a grupos minoritários, através de uma abordagem qualitativa que envolve a identificação de fatores individuais e contextuais relevantes para a gestão e superação de adversidades. O estudo foca-se no indivíduo, ao ter sido selecionada uma amostra de participantes mediáticos que cumprem os critérios de resiliência e contempla também fatores contextuais, familiares e desenvolvimentistas, possibilitados pelo uso de entrevistas. Os resultados sugerem a discriminação percebida como um evento de adversidade na vida dos participantes, que efetuam um processo de adaptação positiva de forma a superar a disrupção causada, constituindo-se como um antecedente do processo de resiliência. Este processo parece ser condicionado por características individuais, familiares e sociais em constante interação, podendo resultar na criação de novas forças, mas também de novas vulnerabilidades. A relevância científica do presente estudo prende-se com a utilização de uma amostra que engloba a presença de ambos os constructos em análise. |
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