Publicação
Estudo comparativo do impacto das cefaleias num intervalo de 20 anos
| Resumo: | Introdução As cefaleias constituem uma das condições mais prevalentes globalmente e causam grande adversidade a nível pessoal e socioeconómico, afetando, principalmente, indivíduos em anos de maior produtividade. A abordagem das repercussões das cefaleias na vida dos doentes é desafiante, pela sua complexidade e aspetos inerentes às distintas experiências e responsabilidades características da individualidade de cada um. Objetivos Avaliar a qualidade de vida de doentes com cefaleias, perceber os seus fatores determinantes, nomeadamente o acesso à informação; e comparar o impacto das cefaleias e qualidade de vida dos doentes num intervalo de vinte anos, numa população de doentes definida. Metodologia Trata-se de um estudo prospetivo, observacional e transversal, em doentes adultos com cefaleias primárias, observados na Consulta Externa de Cefaleias, de um Hospital Universitário. As entrevistas foram conduzidas mediante questionário estruturado e um conjunto de escalas de qualidade de vida, incapacidade, depressão e impacto. Foi também realizada uma análise comparativa entre os resultados obtidos e dados de um projeto de 2000, orientado segundo as mesmas variáveis. Resultados Entre 51 pacientes elegíveis, com idade média de 43.2 ± 13.9 anos, a maioria mulheres (84.3%). Em geral, os doentes apresentavam cefaleias episódicas (80.4%), enquanto, 19.6% cefaleias crónicas, dos quais 92% tinham enxaqueca (73% episódica e 19% crónica). Doentes com cefaleia crónica reportaram superior gravidade, incapacidade e uma qualidade de vida pobre, comparativamente aos restantes. A análise de ambas amostras como uma só, mostrou como melhor modelo de preditores do decremento da escala Migraine Specific Quality of Life (MSQOL): a idade avançada, a depressão e incapacidade severas, a cronicidade e maior frequência da cefaleia. A época foi, também, considerada neste modelo, como um fraco preditor de qualidade de vida, propondo que os doentes contemporâneos reportaram melhor qualidade de vida face aos do grupo histórico. Conclusões O impacto das cefaleias é ainda substancial. Fatores clínicos e sociodemográficos foram associados a, e possíveis preditores de qualidade de vida reduzida, em doentes com cefaleias. Portanto, é necessária a continuidade de estudos focados neste tema essencial. |
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| Autores principais: | Cabral, Tatiana Raquel Freitas |
| Assunto: | Cefaleias Qualidade de vida Incapacidade Depressão Literacia em saúde Neurologia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução As cefaleias constituem uma das condições mais prevalentes globalmente e causam grande adversidade a nível pessoal e socioeconómico, afetando, principalmente, indivíduos em anos de maior produtividade. A abordagem das repercussões das cefaleias na vida dos doentes é desafiante, pela sua complexidade e aspetos inerentes às distintas experiências e responsabilidades características da individualidade de cada um. Objetivos Avaliar a qualidade de vida de doentes com cefaleias, perceber os seus fatores determinantes, nomeadamente o acesso à informação; e comparar o impacto das cefaleias e qualidade de vida dos doentes num intervalo de vinte anos, numa população de doentes definida. Metodologia Trata-se de um estudo prospetivo, observacional e transversal, em doentes adultos com cefaleias primárias, observados na Consulta Externa de Cefaleias, de um Hospital Universitário. As entrevistas foram conduzidas mediante questionário estruturado e um conjunto de escalas de qualidade de vida, incapacidade, depressão e impacto. Foi também realizada uma análise comparativa entre os resultados obtidos e dados de um projeto de 2000, orientado segundo as mesmas variáveis. Resultados Entre 51 pacientes elegíveis, com idade média de 43.2 ± 13.9 anos, a maioria mulheres (84.3%). Em geral, os doentes apresentavam cefaleias episódicas (80.4%), enquanto, 19.6% cefaleias crónicas, dos quais 92% tinham enxaqueca (73% episódica e 19% crónica). Doentes com cefaleia crónica reportaram superior gravidade, incapacidade e uma qualidade de vida pobre, comparativamente aos restantes. A análise de ambas amostras como uma só, mostrou como melhor modelo de preditores do decremento da escala Migraine Specific Quality of Life (MSQOL): a idade avançada, a depressão e incapacidade severas, a cronicidade e maior frequência da cefaleia. A época foi, também, considerada neste modelo, como um fraco preditor de qualidade de vida, propondo que os doentes contemporâneos reportaram melhor qualidade de vida face aos do grupo histórico. Conclusões O impacto das cefaleias é ainda substancial. Fatores clínicos e sociodemográficos foram associados a, e possíveis preditores de qualidade de vida reduzida, em doentes com cefaleias. Portanto, é necessária a continuidade de estudos focados neste tema essencial. |
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