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Auto-indução na epilepsia : uma abordagem neuropsicológica : caso clínico e revisão da literatura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A prevalência e a incidência da auto-indução de crises por doentes com epilepsia é desconhecida mas estima-se que este seja um fenómeno muito raro. Este comportamento está associado habitualmente a jovens do sexo feminino com epilepsia fotossensível que, ao contrário do que se pensava, não aparentam ter défices cognitivos associados. Existem várias manobras de auto-indução. No caso apresentado, o de uma rapariga de 9 anos sem défice cognitivo aparente, descreve-se um dos métodos mais frequentes, o de olhar fixamente para o sol e passar a mão com os dedos em abdução em frente aos olhos, provocando uma alternância luz-sombra. Os motivos pelos quais os doentes recorrem à auto-indução são discutidos neste trabalho através do caso descrito. Mais de uma razão parece justificar este comportamento, um comportamento impulsivo ligado a sentimentos hedonistas aparenta estar presente, não se podendo excluir outras razões. O tratamento destes doentes pode ser desafiante, associando a terapêutica farmacológica com uma abordagem comportamental.
Autores principais:Rodrigues, Maria Teresa do Espírito Santo, 1988-
Assunto:Auto-indução Epilepsia reflexa Fotossensibilidade Manobras de auto-indução Motivos para a auto-indução Tratamento
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A prevalência e a incidência da auto-indução de crises por doentes com epilepsia é desconhecida mas estima-se que este seja um fenómeno muito raro. Este comportamento está associado habitualmente a jovens do sexo feminino com epilepsia fotossensível que, ao contrário do que se pensava, não aparentam ter défices cognitivos associados. Existem várias manobras de auto-indução. No caso apresentado, o de uma rapariga de 9 anos sem défice cognitivo aparente, descreve-se um dos métodos mais frequentes, o de olhar fixamente para o sol e passar a mão com os dedos em abdução em frente aos olhos, provocando uma alternância luz-sombra. Os motivos pelos quais os doentes recorrem à auto-indução são discutidos neste trabalho através do caso descrito. Mais de uma razão parece justificar este comportamento, um comportamento impulsivo ligado a sentimentos hedonistas aparenta estar presente, não se podendo excluir outras razões. O tratamento destes doentes pode ser desafiante, associando a terapêutica farmacológica com uma abordagem comportamental.