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Estudo comparativo entre diferentes métodos analíticos utilizados na medição da glicemia em cães e gatos com diabetes mellitus

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A diabetes mellitus (DM) requer um controlo adequado e contínuo, no sentido de manter as concentrações sanguíneas de glucose dentro de valores aceitáveis e atrasar o aparecimento de complicações. Os glucómetros são uma excelente ferramenta para que, facilmente, se possa aceder ao valor de glicemia, tomar decisões rápidas e, ainda, permitem a realização curvas de glicemia em casa. Assim, os valores de glicemia medidos por estes equipamentos devem ser o mais fidedignos possíveis, a fim de se tomarem as decisões mais acertadas. O aparecimento de novos glucómetros específicos para o uso em cães e gatos (GPMS-CG) são uma excelente alternativa aos glucómetros de uso humano (GPMS-H), os quais são amplamente utilizados em Medicina Veterinária. Assim, levanta-se a questão se é justificável fazer esta substituição, tendo em conta a relação custo-benefício. Este estudo teve como principal objetivo avaliar a precisão analítica de 3 glucómetros distintos: 1 específico para uso em cães e gatos e 2 validados para uso em pessoas. Os resultados obtidos foram comparados com o método laboratorial de referência, que utiliza a enzima glucose oxidase para obtenção dos valores de glucose. As concentrações sanguíneas e plasmáticas correspondentes de glucose foram analisadas em 76 amostras frescas de sangue venoso total e plasma, colhidas de animais diagnosticados com diabetes mellitus não complicada. Todos os glucómetros apresentaram uma boa correlação com o método de referência (r ≥ 0.96). Contudo, a média das diferenças dos resultados obtidos entre os dois GPMS-H e o método referência (-77.2 mg/dL e -28.9 mg/dL) foi superior à apresentada entre o GPMS-CG e o método de referência (-5.1 mg/dL). O valor de concordância observado entre o GPMS-CG e o método de referência (k=0.88) foi superior ao observado entre os dois GPMS-H e o método de referência (k=0.83 e k= 0.70). Os resultados obtidos sugerem que o GPMS-CG obteve melhor desempenho, comparativamente, aos outros dois GPMS-H. Para além disso, a probabilidade de ocorrência de erros nos ajustes das doses de insulina em animais diabéticos, poderá ser maior quando se utilizam GPMS-H na medição da glicemia nestes animais.
Autores principais:Medeiros, Manuel Botelho Tomé de
Assunto:Diabetes mellitus curvas de glicemia glucómetros cães gatos blood glucose curves portable blood glucose meters dogs cats
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A diabetes mellitus (DM) requer um controlo adequado e contínuo, no sentido de manter as concentrações sanguíneas de glucose dentro de valores aceitáveis e atrasar o aparecimento de complicações. Os glucómetros são uma excelente ferramenta para que, facilmente, se possa aceder ao valor de glicemia, tomar decisões rápidas e, ainda, permitem a realização curvas de glicemia em casa. Assim, os valores de glicemia medidos por estes equipamentos devem ser o mais fidedignos possíveis, a fim de se tomarem as decisões mais acertadas. O aparecimento de novos glucómetros específicos para o uso em cães e gatos (GPMS-CG) são uma excelente alternativa aos glucómetros de uso humano (GPMS-H), os quais são amplamente utilizados em Medicina Veterinária. Assim, levanta-se a questão se é justificável fazer esta substituição, tendo em conta a relação custo-benefício. Este estudo teve como principal objetivo avaliar a precisão analítica de 3 glucómetros distintos: 1 específico para uso em cães e gatos e 2 validados para uso em pessoas. Os resultados obtidos foram comparados com o método laboratorial de referência, que utiliza a enzima glucose oxidase para obtenção dos valores de glucose. As concentrações sanguíneas e plasmáticas correspondentes de glucose foram analisadas em 76 amostras frescas de sangue venoso total e plasma, colhidas de animais diagnosticados com diabetes mellitus não complicada. Todos os glucómetros apresentaram uma boa correlação com o método de referência (r ≥ 0.96). Contudo, a média das diferenças dos resultados obtidos entre os dois GPMS-H e o método referência (-77.2 mg/dL e -28.9 mg/dL) foi superior à apresentada entre o GPMS-CG e o método de referência (-5.1 mg/dL). O valor de concordância observado entre o GPMS-CG e o método de referência (k=0.88) foi superior ao observado entre os dois GPMS-H e o método de referência (k=0.83 e k= 0.70). Os resultados obtidos sugerem que o GPMS-CG obteve melhor desempenho, comparativamente, aos outros dois GPMS-H. Para além disso, a probabilidade de ocorrência de erros nos ajustes das doses de insulina em animais diabéticos, poderá ser maior quando se utilizam GPMS-H na medição da glicemia nestes animais.