Publicação
Identidade, território e práticas familiares : a relação com a terra e a emigração em Sever do Vouga
| Resumo: | Neste trabalho propõe-se uma reflexão sobre as complexas relações que se estabelecem entre identidade, mobilidade e território, enfatizando a forma como elas se articulam com projectos familiares e mecanismos de diferenciação de género em contextos rurais historicamente muito marcados pela emigração. Partindo do pressuposto de que a mobilidade é útil para compreendermos a forma como as categorias espácio-temporais se relacionam com os processos de identidade, salientamos o contributo deste trabalho para uma abordagem da articulação entre identidade e a diversidade das práticas familiares em Portugal, perspectivando-a à luz da análise da emigração em meios rurais. Numa altura em que o tema das migrações tem merecido particular desenvolvimento na antropologia, consideramos pertinente que se faça uma reflexão acerca da forma como a mobilidade humana se articula com os processos identitários decorrentes das concepções familiares e de género particulares e ainda com os fenómenos históricos, económicos e políticos que caracterizam determinada região. Em vez de se ver a deslocação como algo que constitui um problema , por receio de que provoque um colapso das estruturas familiares, propomos o estudo da emigração a partir do contexto de origem, onde os próprios factos quotidianos da migração, do movimento e da deslocação nos permitem entender o que significa estar ligado a um determinado lugar. Tendo em conta que a estrutura familiar marcada pela emigração caracteriza historicamente o contexto rural do Noroeste do país, na medida em que se verifica que as práticas familiares integram sucessivamente, ao longo de gerações, membros emigrados temporária ou permanentemente, interessa-nos compreender como se constitui a identidade familiar e social daqueles que permanecem, como dos que vivem durante vários anos noutro(s) país(es). Assim, partindo de uma abordagem etnográfica sobre um contexto rural na região de Sever do |
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| Autores principais: | Micaelo, Ana Luísa |
| Assunto: | Família Género Emigração Identidade Ruralidade Identidade familiar Teses de mestrado |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Neste trabalho propõe-se uma reflexão sobre as complexas relações que se estabelecem entre identidade, mobilidade e território, enfatizando a forma como elas se articulam com projectos familiares e mecanismos de diferenciação de género em contextos rurais historicamente muito marcados pela emigração. Partindo do pressuposto de que a mobilidade é útil para compreendermos a forma como as categorias espácio-temporais se relacionam com os processos de identidade, salientamos o contributo deste trabalho para uma abordagem da articulação entre identidade e a diversidade das práticas familiares em Portugal, perspectivando-a à luz da análise da emigração em meios rurais. Numa altura em que o tema das migrações tem merecido particular desenvolvimento na antropologia, consideramos pertinente que se faça uma reflexão acerca da forma como a mobilidade humana se articula com os processos identitários decorrentes das concepções familiares e de género particulares e ainda com os fenómenos históricos, económicos e políticos que caracterizam determinada região. Em vez de se ver a deslocação como algo que constitui um problema , por receio de que provoque um colapso das estruturas familiares, propomos o estudo da emigração a partir do contexto de origem, onde os próprios factos quotidianos da migração, do movimento e da deslocação nos permitem entender o que significa estar ligado a um determinado lugar. Tendo em conta que a estrutura familiar marcada pela emigração caracteriza historicamente o contexto rural do Noroeste do país, na medida em que se verifica que as práticas familiares integram sucessivamente, ao longo de gerações, membros emigrados temporária ou permanentemente, interessa-nos compreender como se constitui a identidade familiar e social daqueles que permanecem, como dos que vivem durante vários anos noutro(s) país(es). Assim, partindo de uma abordagem etnográfica sobre um contexto rural na região de Sever do |
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