Publicação
O impacto da perturbação de personalidade borderline na decisão clínica e na relação com os profissionais de saúde
| Resumo: | Introdução: A perturbação de personalidade borderline (PPB) é das perturbações de personalidade mais comuns na prática clínica. É caracterizada por impulsividade, desregulação emocional, instabilidade das relações interpessoais e ideação suicida crónica. O comportamento dos pacientes com PPB constitui um desafio para os profissionais de saúde, afectando as suas percepções e atitudes quando interagem com este grupo de pacientes. Objectivo: Esta revisão da literatura averiguou o impacto da PPB nos recursos humanos no sistema de saúde e avaliou particularmente as implicações clínicas e as atitudes e comportamentos dos profissionais de saúde em relação aos pacientes com PPB. Metódos: Foi realizada uma pesquisa literária nas bases de dados Pubmed, PsychoInfo e B-on e introduzidas as palavras-chave: "borderline personality disorder", "health staff attitudes", "suicide", "self-mutilation" e "hospitalization". Os artigos que abordavam a PPB e a comorbidade com perturbação bipolar ou outras perturbações psiquiátricas foram excluídos da análise. Resultados: O diagnóstico de PPB influencia as percepções e reacções dos profissionais de saúde em relação aos pacientes, revelando mais atitudes negativas em comparação com pacientes com esquizofrenia ou depressão. Também exibem mais raiva e rejeição social, menos empatia e optimismo em relação aos pacientes com PPB. As relações difíceis com este grupo de pacientes leva a sentimentos de frustração e desesperança dos profissionais de saúde. A maioria dos profissionais inquiridos mostraram-se interessados em aprender mais sobre o tratamento destes pacientes. Conclusões: Os resultados mostraram que a maioria dos profissionais desenvolveu atitudes negativas, como menos optimismo e empatia, em consequência do comportamento dos pacientes com PPB. Os profissionais consideram que estes pacientes frequentemente recebem cuidados inadequados e expressam interesse em melhorar as suas capacidades e atitudes através da participação em workshops sobre PPB. Estudos futuros devem explorar as atitudes dos psiquiatras e a decisão clínica de internar. |
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| Autores principais: | Aldeias, Joana Filipa Maurício |
| Assunto: | Perturbação de personalidade borderline Atitudes dos profissionais de saúde Suicídio Auto-mutilação Internamento |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A perturbação de personalidade borderline (PPB) é das perturbações de personalidade mais comuns na prática clínica. É caracterizada por impulsividade, desregulação emocional, instabilidade das relações interpessoais e ideação suicida crónica. O comportamento dos pacientes com PPB constitui um desafio para os profissionais de saúde, afectando as suas percepções e atitudes quando interagem com este grupo de pacientes. Objectivo: Esta revisão da literatura averiguou o impacto da PPB nos recursos humanos no sistema de saúde e avaliou particularmente as implicações clínicas e as atitudes e comportamentos dos profissionais de saúde em relação aos pacientes com PPB. Metódos: Foi realizada uma pesquisa literária nas bases de dados Pubmed, PsychoInfo e B-on e introduzidas as palavras-chave: "borderline personality disorder", "health staff attitudes", "suicide", "self-mutilation" e "hospitalization". Os artigos que abordavam a PPB e a comorbidade com perturbação bipolar ou outras perturbações psiquiátricas foram excluídos da análise. Resultados: O diagnóstico de PPB influencia as percepções e reacções dos profissionais de saúde em relação aos pacientes, revelando mais atitudes negativas em comparação com pacientes com esquizofrenia ou depressão. Também exibem mais raiva e rejeição social, menos empatia e optimismo em relação aos pacientes com PPB. As relações difíceis com este grupo de pacientes leva a sentimentos de frustração e desesperança dos profissionais de saúde. A maioria dos profissionais inquiridos mostraram-se interessados em aprender mais sobre o tratamento destes pacientes. Conclusões: Os resultados mostraram que a maioria dos profissionais desenvolveu atitudes negativas, como menos optimismo e empatia, em consequência do comportamento dos pacientes com PPB. Os profissionais consideram que estes pacientes frequentemente recebem cuidados inadequados e expressam interesse em melhorar as suas capacidades e atitudes através da participação em workshops sobre PPB. Estudos futuros devem explorar as atitudes dos psiquiatras e a decisão clínica de internar. |
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