Publicação
Importância dos polimorfismos do metabolismo da serotonina e da catecol o-metiltransferase na suscetibilidade para a Diabetes Mellitus tipo 2
| Resumo: | Introdução: A diabetes mellitus tipo 2 é uma doença metabólica comum caracterizada pela resistência à insulina e pela segregação deficiente de insulina, o que resulta num aumento excessivo de glucose no sangue. A sua fisiopatologia parece envolver interações complexas entre fatores genéticos e ambientais. Por outro lado, a obesidade parece ser o principal fator de risco que associa a diabetes tipo 2 à resistência à insulina. Graças à evolução na compreensão da componente genética da diabetes, a prevenção e as novas terapias podem ter em conta os fatores de risco, ou seja, os genes de suscetibilidade, na história natural da doença (etiologia e progressão), que podem contribuir para o desenvolvimento e gravidade da doença. Vários estudos indicam que o neurotransmissor serotonina, ou 5HT, está envolvido na regulação do apetite e na homeostase energética e que os polimorfismos do seu recetor 5TH2C e do seu transportador 5HTT parecem estar relacionados com aumento de peso. A catecol-O-metiltransferase (COMT) é a enzima responsável pela degradação das catecolaminas (dopamina, epinefrina e norepinefrina). Existem evidências que alterações na atividade da COMT afetam a regulação da quantidade de dopamina e norepinefrina em várias regiões do córtex cerebral, o que parece estar envolvido com uma variedade de alterações de comportamentos que podem levar à obesidade. Objetivo: Com este estudo pretende-se verificar se os polimorfismos genéticos na sequência codificante destas proteínas têm alguma implicação na suscetibilidade e gravidade da diabetes tipo 2, através da comparação da sua frequência num grupo de indivíduos diabéticos e não diabéticos. Métodos: Foi extraído DNA a partir de sangue periférico e amplificado através das técnicas de PCR e PCR-RFLP, num grupo de indivíduos diabéticos e num grupo controlo. A visualização das sequências amplificadas foi feita por eletroforese em gel de agarose. Os dados obtidos foram tratados com o programa informático Primer of Biostatistics. Resultados: Não foi possível estabelecer nenhuma associação entre os polimorfismos estudados e o desenvolvimento da diabetes tipo 2, através da equação de x2. Nenhum dos alelos demostrou ser um fator de susceptibilidade. Conclusão: A Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença multifatorial complexa e por este motivo torna-se muito difícil estabelecer causas para o seu aparecimento. Por ter uma elevada componente genética tentam encontrar-se genes de suscetibilidade que tornem um indivíduo mais vulnerável. É necessário realizar estudos mais abrangentes e que relacionem os genótipos com fatores intermédios para se tentar perceber melhor a sua origem e desenvolver estratégias de prevenção e terapêuticas adequadas. |
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| Autores principais: | Sá, Sandra Marisa da Silva, 1979- |
| Assunto: | Biologia molecular Diabetes tipo 2 Polimorfismos Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A diabetes mellitus tipo 2 é uma doença metabólica comum caracterizada pela resistência à insulina e pela segregação deficiente de insulina, o que resulta num aumento excessivo de glucose no sangue. A sua fisiopatologia parece envolver interações complexas entre fatores genéticos e ambientais. Por outro lado, a obesidade parece ser o principal fator de risco que associa a diabetes tipo 2 à resistência à insulina. Graças à evolução na compreensão da componente genética da diabetes, a prevenção e as novas terapias podem ter em conta os fatores de risco, ou seja, os genes de suscetibilidade, na história natural da doença (etiologia e progressão), que podem contribuir para o desenvolvimento e gravidade da doença. Vários estudos indicam que o neurotransmissor serotonina, ou 5HT, está envolvido na regulação do apetite e na homeostase energética e que os polimorfismos do seu recetor 5TH2C e do seu transportador 5HTT parecem estar relacionados com aumento de peso. A catecol-O-metiltransferase (COMT) é a enzima responsável pela degradação das catecolaminas (dopamina, epinefrina e norepinefrina). Existem evidências que alterações na atividade da COMT afetam a regulação da quantidade de dopamina e norepinefrina em várias regiões do córtex cerebral, o que parece estar envolvido com uma variedade de alterações de comportamentos que podem levar à obesidade. Objetivo: Com este estudo pretende-se verificar se os polimorfismos genéticos na sequência codificante destas proteínas têm alguma implicação na suscetibilidade e gravidade da diabetes tipo 2, através da comparação da sua frequência num grupo de indivíduos diabéticos e não diabéticos. Métodos: Foi extraído DNA a partir de sangue periférico e amplificado através das técnicas de PCR e PCR-RFLP, num grupo de indivíduos diabéticos e num grupo controlo. A visualização das sequências amplificadas foi feita por eletroforese em gel de agarose. Os dados obtidos foram tratados com o programa informático Primer of Biostatistics. Resultados: Não foi possível estabelecer nenhuma associação entre os polimorfismos estudados e o desenvolvimento da diabetes tipo 2, através da equação de x2. Nenhum dos alelos demostrou ser um fator de susceptibilidade. Conclusão: A Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença multifatorial complexa e por este motivo torna-se muito difícil estabelecer causas para o seu aparecimento. Por ter uma elevada componente genética tentam encontrar-se genes de suscetibilidade que tornem um indivíduo mais vulnerável. É necessário realizar estudos mais abrangentes e que relacionem os genótipos com fatores intermédios para se tentar perceber melhor a sua origem e desenvolver estratégias de prevenção e terapêuticas adequadas. |
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