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Interrupção voluntária da gravidez, satisfação conjugal e apoio social : que impacto?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A recente implementação legal da liberalização da prática da interrupção voluntária da gravidez em Portugal, trouxe consigo inúmeras questões e ambiguidades, que continuam a ser debatidas em vários âmbitos. O objectivo essencial deste estudo foi encetar caminho no universo psicológico das mulheres que realizam a IVG, pelas actuais preocupações com a sua adaptação psicológica. Não é ainda clara a razão para os diferentes níveis de estabilidade emocional nestas mulheres. Parecem também ser alvo de preocupação, as potenciais consequências psicossociais deste procedimento para as mulheres e casais. Tendo a literatura realçado o importante papel das relações interpessoais no bem-estar e saúde mental, procurou averiguar-se uma possível relação de protecção entre a satisfação conjugal e o apoio social percebido, para com os níveis de adaptação psicológica, mais precisamente com o desenvolvimento de estados emocionais de stress, ansiedade e depressão, no momento em que estas mulheres recorrem ao serviço para interromper a gravidez. Os dados obtidos permitem concluir que a satisfação conjugal e a percepção de apoio social podem ter um papel protector e de alguma forma preditor de estados emocionais negativos, como o stress, a ansiedade e a depressão, nas mulheres que vão realizar uma IVG. Outros elementos adicionais são discutidos.
Autores principais:Santos, Nadine Carrilho Teixeira
Assunto:Interrupção voluntária da gravidez Satisfação conjugal Apoio social Teses de mestrado - 2010
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A recente implementação legal da liberalização da prática da interrupção voluntária da gravidez em Portugal, trouxe consigo inúmeras questões e ambiguidades, que continuam a ser debatidas em vários âmbitos. O objectivo essencial deste estudo foi encetar caminho no universo psicológico das mulheres que realizam a IVG, pelas actuais preocupações com a sua adaptação psicológica. Não é ainda clara a razão para os diferentes níveis de estabilidade emocional nestas mulheres. Parecem também ser alvo de preocupação, as potenciais consequências psicossociais deste procedimento para as mulheres e casais. Tendo a literatura realçado o importante papel das relações interpessoais no bem-estar e saúde mental, procurou averiguar-se uma possível relação de protecção entre a satisfação conjugal e o apoio social percebido, para com os níveis de adaptação psicológica, mais precisamente com o desenvolvimento de estados emocionais de stress, ansiedade e depressão, no momento em que estas mulheres recorrem ao serviço para interromper a gravidez. Os dados obtidos permitem concluir que a satisfação conjugal e a percepção de apoio social podem ter um papel protector e de alguma forma preditor de estados emocionais negativos, como o stress, a ansiedade e a depressão, nas mulheres que vão realizar uma IVG. Outros elementos adicionais são discutidos.