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Pharmacological treatment of heart failure at hospital discharge : a retrospective study in an inpatient internal medicine unit

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Resumo:Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) apresenta uma prevalência de 4,36% em Portugal. A incidência aumenta com a idade e é a principal causa de hospitalização nos países desenvolvidos, após os 65 anos. O desenvolvimento das classes farmacológicas, os inibidores dos receptores da angiotensina-neprilisina (ARNI) e os inibidores do co-transportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2), reduziu significativamente o internamento e a mortalidade nos doentes com IC, levando a uma mudança de paradigma na terapêutica, refletida nas recomendações de 2021 da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC). No entanto, os estudos que levaram à alteração das recomendações não incluíram doentes com mais comorbilidades e idade avançada. Assim, continua a faltar informação sobre o benefício e tolerância destes fármacos modificadores do prognóstico. Objetivos: Caraterizar a população de doentes internados com diagnóstico de IC e suas comorbilidades. Analisar a terapêutica prescrita no momento de alta. Metodologia: Análise retrospetiva das notas de alta dos doentes internados no Serviço de Medicina I do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHLN) diagnosticados com IC, quanto à sua demografia, comorbilidades, características da IC e hábitos de prescrição médica, no período de um ano após a publicação das Recomendações da ESC. Resultados: A caraterização da população com IC revelou uma faixa etária entre os 65 e os 100 anos, uma mediana de 84 anos e um número médio de 6 comorbilidades por doente. Assim, 6% dos doentes estavam a utilizar a terapêutica Fantastic Four (FF). Verificou-se uma associação significativa entre a utilização da terapêutica FF e a idade (p=0,012) e com a Fração de Ejeção (FE) (p = 0,022). O uso de ARNI e SGLT2i foi observado em 7% e 36% dos pacientes e seu uso foi significativamente associado à classe de FE (p < 0,01). Conclusões: Os resultados demonstram a importância de considerar as características individuais do doente na determinação da terapia farmacológica para a IC.
Autores principais:Monteiro, Mariana Rodrigues
Assunto:Insuficiência cardíaca Tratamento farmacológico Comorbilidades
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) apresenta uma prevalência de 4,36% em Portugal. A incidência aumenta com a idade e é a principal causa de hospitalização nos países desenvolvidos, após os 65 anos. O desenvolvimento das classes farmacológicas, os inibidores dos receptores da angiotensina-neprilisina (ARNI) e os inibidores do co-transportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2), reduziu significativamente o internamento e a mortalidade nos doentes com IC, levando a uma mudança de paradigma na terapêutica, refletida nas recomendações de 2021 da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC). No entanto, os estudos que levaram à alteração das recomendações não incluíram doentes com mais comorbilidades e idade avançada. Assim, continua a faltar informação sobre o benefício e tolerância destes fármacos modificadores do prognóstico. Objetivos: Caraterizar a população de doentes internados com diagnóstico de IC e suas comorbilidades. Analisar a terapêutica prescrita no momento de alta. Metodologia: Análise retrospetiva das notas de alta dos doentes internados no Serviço de Medicina I do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHLN) diagnosticados com IC, quanto à sua demografia, comorbilidades, características da IC e hábitos de prescrição médica, no período de um ano após a publicação das Recomendações da ESC. Resultados: A caraterização da população com IC revelou uma faixa etária entre os 65 e os 100 anos, uma mediana de 84 anos e um número médio de 6 comorbilidades por doente. Assim, 6% dos doentes estavam a utilizar a terapêutica Fantastic Four (FF). Verificou-se uma associação significativa entre a utilização da terapêutica FF e a idade (p=0,012) e com a Fração de Ejeção (FE) (p = 0,022). O uso de ARNI e SGLT2i foi observado em 7% e 36% dos pacientes e seu uso foi significativamente associado à classe de FE (p < 0,01). Conclusões: Os resultados demonstram a importância de considerar as características individuais do doente na determinação da terapia farmacológica para a IC.