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Autoconceito e problemas de comportamento em crianças com dificuldades de aprendizagem

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Resumo:O presente estudo tem como objectivos: (a) a caracterização do autoconceito e dos problemas de comportamento num grupo de crianças com dificuldades de aprendizagem, (b) a análise da relação entre estas duas dimensões neste grupo de crianças. Foi recolhida uma amostra de 30 crianças com dificuldades de aprendizagem, com idades entre os 8 e os 12 anos, numa instituição onde as crianças recebem apoio pedagógico-terapêutico. Para a avaliação do autoconceito foi utilizada a adaptação portuguesa da Piers-Harris Children’s Self-Concept Scale (PHCSCS-2; Piers & Herzberg, 2002) desenvolvida por Veiga (no prelo). Para a avaliação dos problemas de comportamento foi utilizado o Inventário de Comportamentos da Criança para Professores (I.C.C.P.; Fonseca, Simões, Rebelo, Ferreira, & Cardoso, 1995), adaptação portuguesa do Teacher’s Report Form for Ages 6-18 (TRF) (Achenbach, 1991b), tendo o mesmo sido respondido pelas professoras das crianças na instituição. Foram ainda recolhidos dados sócio-demográficos das crianças através de uma Ficha contruída para o efeito. Os resultados indicam que, no autoconceito global, embora as crianças com dificuldades de aprendizagem tendam a obter resultados mais baixos do que um grupo de crianças sem estas dificuldades (amostra do estudo de adaptação do PHCSCS-2), as diferenças não são significativas. Também não se encontram diferenças significativas ao nível das subescalas, incluindo face ao autoconceito académico. Quanto aos problemas de comportamento, quer os rapazes quer as raparigas com dificuldades de aprendizagem diferiram significativamente dos da amostra de comparação (amostra do estudo de adaptação do I.C.C.P.) no Total, apresentando resultados mais elevados. O autoconceito Global e o Total de problemas de comportamento correlacionam-se negativamente e de forma significativa. Encontraram-se ainda várias correlações negativas significativas entre os totais respectivos e várias subescalas, bem como entre subescalas específicas, dos dois instrumentos utilizados para avaliar o autoconceito e os problemas de comportamento.
Autores principais:Clemente, Ivan Ferreira
Assunto:Auto-conceito Problemas de comportamento Dificuldades de aprendizagem Teses de mestrado - 2008
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo tem como objectivos: (a) a caracterização do autoconceito e dos problemas de comportamento num grupo de crianças com dificuldades de aprendizagem, (b) a análise da relação entre estas duas dimensões neste grupo de crianças. Foi recolhida uma amostra de 30 crianças com dificuldades de aprendizagem, com idades entre os 8 e os 12 anos, numa instituição onde as crianças recebem apoio pedagógico-terapêutico. Para a avaliação do autoconceito foi utilizada a adaptação portuguesa da Piers-Harris Children’s Self-Concept Scale (PHCSCS-2; Piers & Herzberg, 2002) desenvolvida por Veiga (no prelo). Para a avaliação dos problemas de comportamento foi utilizado o Inventário de Comportamentos da Criança para Professores (I.C.C.P.; Fonseca, Simões, Rebelo, Ferreira, & Cardoso, 1995), adaptação portuguesa do Teacher’s Report Form for Ages 6-18 (TRF) (Achenbach, 1991b), tendo o mesmo sido respondido pelas professoras das crianças na instituição. Foram ainda recolhidos dados sócio-demográficos das crianças através de uma Ficha contruída para o efeito. Os resultados indicam que, no autoconceito global, embora as crianças com dificuldades de aprendizagem tendam a obter resultados mais baixos do que um grupo de crianças sem estas dificuldades (amostra do estudo de adaptação do PHCSCS-2), as diferenças não são significativas. Também não se encontram diferenças significativas ao nível das subescalas, incluindo face ao autoconceito académico. Quanto aos problemas de comportamento, quer os rapazes quer as raparigas com dificuldades de aprendizagem diferiram significativamente dos da amostra de comparação (amostra do estudo de adaptação do I.C.C.P.) no Total, apresentando resultados mais elevados. O autoconceito Global e o Total de problemas de comportamento correlacionam-se negativamente e de forma significativa. Encontraram-se ainda várias correlações negativas significativas entre os totais respectivos e várias subescalas, bem como entre subescalas específicas, dos dois instrumentos utilizados para avaliar o autoconceito e os problemas de comportamento.