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Implementação de um plano de defesa dos alimentos numa fábrica de transformação de hortícolas

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Resumo:A presente dissertação teve como objeto de estudo a implementação de um plano de defesa dos alimentos numa fábrica de transformação de hortícolas. A defesa dos alimentos é um conceito em crescente reconhecimento pela indústria alimentar, incluindo pelo consumidor final. Esta foca-se na defesa dos alimentos ao longo de toda a cadeia alimentar (do prado ao prato) contra atos intencionais de contaminação ou adulteração. A fábrica em questão encontrava-se no processo de certificação pela norma FSSC 22000, norma reconhecida pela Global Food Safety Initiative, onde um dos pontos fulcrais é a implementação e manutenção de um plano de defesa dos alimentos. A norma referida apresenta um guia de implementação do plano, que serviu como documento de apoio. Foi realizada uma análise das ameaças e pontos críticos de controlo por forma a identificar e avaliar as potenciais ameaças e vulnerabilidades. Foram consideradas ameaças que necessitavam obrigatoriamente de medidas de controlo (áreas críticas) aquelas com pontuação igual ou acima de 8 na avaliação quantitativa do risco das áreas/etapas do processo. Foram depois estabelecidas e registadas, para cada área/etapa do processo, todas as medidas de controlo consideradas necessárias e relevantes para a manutenção da defesa dos alimentos. Das medidas apresentadas no plano de defesa dos alimentos, 21 são medidas novas ou reformuladas de processos existentes que se encontravam obsoletos. O passo seguinte foi a formação em Food Defense, com duração de duas horas, onde os principais pontos discutidos foram a metodologia utilizada para a avaliação das ameaças e as medidas de mitigação e controlo implementadas. Todo este processo foi descrito no plano de defesa dos alimentos e aprovado pela equipa multidisciplinar responsável pelo mesmo. Foram realizadas quatro atividades que comprovam a correta implementação do plano de defesa dos alimentos: a verificação anual da eficácia do plano de defesa dos alimentos, a avaliação anual do plano de defesa dos alimentos, a auditoria interna e a auditoria de certificação (no âmbito da norma FSSC 22000). Apesar da existência de uma não conformidade relacionada com a defesa dos alimentos, verificada durante a realização da auditoria interna, o plano foi considerado corretamente implementado e entendido por toda a organização, salientando a necessidade e importância de uma contínua formação e sensibilização a todos colaboradores
Autores principais:Murta, Catarina Cruz
Assunto:Defesa dos alimentos Guia de implementação Vulnerabilidades Medidas de controlo FSSC 22000 Food defense Implementation guide Vulnerabilities Control measures FSSC 22000
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente dissertação teve como objeto de estudo a implementação de um plano de defesa dos alimentos numa fábrica de transformação de hortícolas. A defesa dos alimentos é um conceito em crescente reconhecimento pela indústria alimentar, incluindo pelo consumidor final. Esta foca-se na defesa dos alimentos ao longo de toda a cadeia alimentar (do prado ao prato) contra atos intencionais de contaminação ou adulteração. A fábrica em questão encontrava-se no processo de certificação pela norma FSSC 22000, norma reconhecida pela Global Food Safety Initiative, onde um dos pontos fulcrais é a implementação e manutenção de um plano de defesa dos alimentos. A norma referida apresenta um guia de implementação do plano, que serviu como documento de apoio. Foi realizada uma análise das ameaças e pontos críticos de controlo por forma a identificar e avaliar as potenciais ameaças e vulnerabilidades. Foram consideradas ameaças que necessitavam obrigatoriamente de medidas de controlo (áreas críticas) aquelas com pontuação igual ou acima de 8 na avaliação quantitativa do risco das áreas/etapas do processo. Foram depois estabelecidas e registadas, para cada área/etapa do processo, todas as medidas de controlo consideradas necessárias e relevantes para a manutenção da defesa dos alimentos. Das medidas apresentadas no plano de defesa dos alimentos, 21 são medidas novas ou reformuladas de processos existentes que se encontravam obsoletos. O passo seguinte foi a formação em Food Defense, com duração de duas horas, onde os principais pontos discutidos foram a metodologia utilizada para a avaliação das ameaças e as medidas de mitigação e controlo implementadas. Todo este processo foi descrito no plano de defesa dos alimentos e aprovado pela equipa multidisciplinar responsável pelo mesmo. Foram realizadas quatro atividades que comprovam a correta implementação do plano de defesa dos alimentos: a verificação anual da eficácia do plano de defesa dos alimentos, a avaliação anual do plano de defesa dos alimentos, a auditoria interna e a auditoria de certificação (no âmbito da norma FSSC 22000). Apesar da existência de uma não conformidade relacionada com a defesa dos alimentos, verificada durante a realização da auditoria interna, o plano foi considerado corretamente implementado e entendido por toda a organização, salientando a necessidade e importância de uma contínua formação e sensibilização a todos colaboradores