Publicação
Militares portugueses em missão de paz : funcionamento familiar, resiliência e stress
| Resumo: | Esta investigação longitudinal visa abordar a influência do funcionamento familiar e da resiliência nos níveis de stress percebido de militares portugueses em missão de paz. Participaram no estudo 92 militares, que preencheram, para além de um questionário sociodemográfico, três instrumentos: SCORE-15, fornecendo um resultado total para o funcionamento familiar e para cada uma das sub-escalas (Recursos, Comunicação e Dificuldades); Escala de Resiliência Connor-Davidson (CD-RISC); e Escala de Stress Percebido (ESP). Os questionários foram preenchidos quando os militares se encontravam no Afeganistão (na fase do deslocamento/manutenção) e após o seu regresso a Portugal (pós-deslocamento). Foram realizadas análises de correlação, análises de regressão para o período de pós-deslocamento e comparação entre os dois momentos. Dividiram-se os participantes em dois grupos, para testar a influência de missões anteriores na relação entre as variáveis. Para a amostra total, todas as variáveis apresentaram correlações significativas no deslocamento e pós-deslocamento.Todavia, quando separados os dois grupos, os Recursos e as Dificuldades familiares não apresentaram correlação significativa com os níveis de stress no período de deslocamento para militares com missões anteriores e a resiliência não apresentou correlação significativa com os níveis de stress percebido, no mesmo período, para os militares sem missões anteriores. A análise de regressão revelou que 35,7% da variância dos níveis de stress pode ser explicada pelo funcionamento familiar e resiliência em conjunto. Comparando os dois momentos, os níveis de stress diminuem significativamente no pós-deslocamento para a amostra total e grupo de militares sem missões anteriores, o qual também apresenta alteração significativa na sub-escala de Recursos do SCORE-15. Para o grupo de militares com missões anteriores não há alterações significativas em nenhuma das variáveis. Os principais resultados e diferenças entre os dois grupos de militares são discutidos. Por exemplo, a resiliência é significativa só para os militares com missões anteriores provavelmente por ser mais elevada, e logo mais eficaz em situações de stress. São ainda apresentadas limitações do estudo, implicações práticas e sugestões para futura investigação. |
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| Autores principais: | Reis, Inês Xavier dos |
| Assunto: | Militares - Portugal Stress (Psicologia) Resiliência Deslocamento Teses de mestrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta investigação longitudinal visa abordar a influência do funcionamento familiar e da resiliência nos níveis de stress percebido de militares portugueses em missão de paz. Participaram no estudo 92 militares, que preencheram, para além de um questionário sociodemográfico, três instrumentos: SCORE-15, fornecendo um resultado total para o funcionamento familiar e para cada uma das sub-escalas (Recursos, Comunicação e Dificuldades); Escala de Resiliência Connor-Davidson (CD-RISC); e Escala de Stress Percebido (ESP). Os questionários foram preenchidos quando os militares se encontravam no Afeganistão (na fase do deslocamento/manutenção) e após o seu regresso a Portugal (pós-deslocamento). Foram realizadas análises de correlação, análises de regressão para o período de pós-deslocamento e comparação entre os dois momentos. Dividiram-se os participantes em dois grupos, para testar a influência de missões anteriores na relação entre as variáveis. Para a amostra total, todas as variáveis apresentaram correlações significativas no deslocamento e pós-deslocamento.Todavia, quando separados os dois grupos, os Recursos e as Dificuldades familiares não apresentaram correlação significativa com os níveis de stress no período de deslocamento para militares com missões anteriores e a resiliência não apresentou correlação significativa com os níveis de stress percebido, no mesmo período, para os militares sem missões anteriores. A análise de regressão revelou que 35,7% da variância dos níveis de stress pode ser explicada pelo funcionamento familiar e resiliência em conjunto. Comparando os dois momentos, os níveis de stress diminuem significativamente no pós-deslocamento para a amostra total e grupo de militares sem missões anteriores, o qual também apresenta alteração significativa na sub-escala de Recursos do SCORE-15. Para o grupo de militares com missões anteriores não há alterações significativas em nenhuma das variáveis. Os principais resultados e diferenças entre os dois grupos de militares são discutidos. Por exemplo, a resiliência é significativa só para os militares com missões anteriores provavelmente por ser mais elevada, e logo mais eficaz em situações de stress. São ainda apresentadas limitações do estudo, implicações práticas e sugestões para futura investigação. |
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