Publicação
Geopolítica e Religião Uma Análise Crítica da Obra de Alexander Dugin
| Resumo: | A presente dissertação de mestrado analisa a contribuição da religião enquanto elemento de legitimação política na obra de Alexander Dugin, tanto no contexto da política interna - no estímulo ao sentimento de coesão nacional e inclinação para modelos autoritários de poder -, quanto para enquadrar ideologicamente a política internacional – o reconhecimento de esferas de poder e espaços civilizacionais: o retorno dos impérios. Para tal, faz-se uma análise qualitativa e hermenêutica a partir de duas teses antagônicas que aparecem constantemente na obra do autor: à pós-história de Hegel, Kojève e Fukuyama, Dugin responde com a visão Tradicionalista do Eterno Retorno, que encontra em Samuel Huntington uma inusitada expressão contemporânea. Como o retorno à religião é capaz de modular a universalização dos valores ocidentais? A expectativa de transição e convergência do espaço pós-soviético e do mundo pós-colonial para o modelo ocidental não se realiza porque o próprio Ocidente não é mais o mesmo com o fim da União Soviética. O pós-socialismo coincide com a pósmodernidade e preserva os novos Estados em um constante estado de conflito. O retorno da religião à política seria uma reação consequente da condição pós-Ocidental. Dugin, no entanto, não é mero espectador das dinâmicas da política internacional. Sua obra é um manifesto político endereçado a todos os descontentes com a vigente ordem internacional, um apelo à união de diferentes regimes e grupos políticos e religiosos através de um “ecumenismo distante” que só se coaduna pela existência de um inimigo comum, o Ocidente. |
|---|---|
| Autores principais: | Barros, Felipe Eduardo Lima Reina de |
| Assunto: | Religião e Geopolítica Alexandre Dugin Neo-Eurasianismo Quarta Teoria Política Multipolaridade Religion and Geopolitics Alexandre Dugin Neo-Eurasianism Fourth Political Theory Multipolarity |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente dissertação de mestrado analisa a contribuição da religião enquanto elemento de legitimação política na obra de Alexander Dugin, tanto no contexto da política interna - no estímulo ao sentimento de coesão nacional e inclinação para modelos autoritários de poder -, quanto para enquadrar ideologicamente a política internacional – o reconhecimento de esferas de poder e espaços civilizacionais: o retorno dos impérios. Para tal, faz-se uma análise qualitativa e hermenêutica a partir de duas teses antagônicas que aparecem constantemente na obra do autor: à pós-história de Hegel, Kojève e Fukuyama, Dugin responde com a visão Tradicionalista do Eterno Retorno, que encontra em Samuel Huntington uma inusitada expressão contemporânea. Como o retorno à religião é capaz de modular a universalização dos valores ocidentais? A expectativa de transição e convergência do espaço pós-soviético e do mundo pós-colonial para o modelo ocidental não se realiza porque o próprio Ocidente não é mais o mesmo com o fim da União Soviética. O pós-socialismo coincide com a pósmodernidade e preserva os novos Estados em um constante estado de conflito. O retorno da religião à política seria uma reação consequente da condição pós-Ocidental. Dugin, no entanto, não é mero espectador das dinâmicas da política internacional. Sua obra é um manifesto político endereçado a todos os descontentes com a vigente ordem internacional, um apelo à união de diferentes regimes e grupos políticos e religiosos através de um “ecumenismo distante” que só se coaduna pela existência de um inimigo comum, o Ocidente. |
|---|