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Gestão florestal para o sequestro de carbono – o caso da Tapada Nacional de Mafra

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Resumo:Os sumidouros naturais de carbono, como as florestas e os solos, desempenham um papel determinante na diminuição da concentração de CO2 atmosférico. O sequestro de carbono é uma das funções da floresta referida na Estratégia Nacional para as Florestal (ENF) e é atualmente reconhecida pelos vários agentes da sociedade, os quais procuram compensar as suas emissões através do pagamento da gestão de áreas florestais. Perceber de que modo a gestão florestal pode influenciar o sequestro de carbono nas zonas florestais é essencial. Este trabalho tem por área de estudo a Tapada Nacional de Mafra (TNM). A TNM tem uma vasta área de ocupação florestal, com funções diversificadas, e há, por parte dos responsáveis, a intenção de implementar projetos de compensação de emissões de gases com efeito de estufa. Saber de que modo se conseguem compatibilizar as várias funções da floresta e otimizar o sequestro de carbono em determinadas áreas pela aplicação de boas práticas é um dos objetivos dos gestores da TNM. Numa área da TNM, com 30 hectares e vários estratos florestais, caracterizou-se a situação baseline (ano 2022) em termos de stock de carbono e efetuaram-se projeções para os anos 2027 (5 anos), 2037 (15 anos) e 2047 (25 anos), calculando as estimativas do stock de carbono. Deste modo, quantificou-se o sequestro de carbono nos momentos referidos do horizonte de planeamento. Ensaiou-se a substituição da ocupação numa área do estrato de matos, tendo-se considerado quer a plantação de um povoamento puro de pinheiro-manso, quer a plantação de um povoamento misto, instalado por manchas, de pinheiro-manso e carvalho-cerquinho. Discute-se o impacte que esta alteração de ocupação do solo tem em termos de sequestro de carbono e fazem-se considerações sobre a compatibilidade da gestão visando a otimização do sequestro de carbono, a minimização do risco de incêndio e a gestão da biodiversidade.
Autores principais:Inácio, Manuel da Silva
Assunto:CO2 compensação de emissões alteração da ocupação do solo pinheiro-manso carvalho-cerquinho emissions compensation change in land use stone pine Portuguese oak
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os sumidouros naturais de carbono, como as florestas e os solos, desempenham um papel determinante na diminuição da concentração de CO2 atmosférico. O sequestro de carbono é uma das funções da floresta referida na Estratégia Nacional para as Florestal (ENF) e é atualmente reconhecida pelos vários agentes da sociedade, os quais procuram compensar as suas emissões através do pagamento da gestão de áreas florestais. Perceber de que modo a gestão florestal pode influenciar o sequestro de carbono nas zonas florestais é essencial. Este trabalho tem por área de estudo a Tapada Nacional de Mafra (TNM). A TNM tem uma vasta área de ocupação florestal, com funções diversificadas, e há, por parte dos responsáveis, a intenção de implementar projetos de compensação de emissões de gases com efeito de estufa. Saber de que modo se conseguem compatibilizar as várias funções da floresta e otimizar o sequestro de carbono em determinadas áreas pela aplicação de boas práticas é um dos objetivos dos gestores da TNM. Numa área da TNM, com 30 hectares e vários estratos florestais, caracterizou-se a situação baseline (ano 2022) em termos de stock de carbono e efetuaram-se projeções para os anos 2027 (5 anos), 2037 (15 anos) e 2047 (25 anos), calculando as estimativas do stock de carbono. Deste modo, quantificou-se o sequestro de carbono nos momentos referidos do horizonte de planeamento. Ensaiou-se a substituição da ocupação numa área do estrato de matos, tendo-se considerado quer a plantação de um povoamento puro de pinheiro-manso, quer a plantação de um povoamento misto, instalado por manchas, de pinheiro-manso e carvalho-cerquinho. Discute-se o impacte que esta alteração de ocupação do solo tem em termos de sequestro de carbono e fazem-se considerações sobre a compatibilidade da gestão visando a otimização do sequestro de carbono, a minimização do risco de incêndio e a gestão da biodiversidade.