Publicação
Sisal em carne viva: poder, ciência e o problema do trabalho numa economia de plantação (Moçambique, c. 1930-1960)
| Resumo: | Durante a década de 1950, entre as inovações partilhadas nas assembleias técnicas da Associação dos Produtores de Sisal de Moçambique, encontram-se propostas de organização social da produção que denotam preocupações relativas à formação de uma força de trabalho indígena, para ultrapassar a dependência do sector de mão-de-obra obtida com intervenção das autoridades. Num contexto em que a mecanização dos campos e a redução dos custos de produção estavam na ordem do dia, transparece das estratégias delineadas para atrair e estabilizar mão-de-obra nas plantações uma ideia de desenvolvimento económico assente na possibilidade de modelar o “espírito indígena” e inculcar nele “noções de civilização” e “necessidades” que o arrancariam de uma alegada indolência natural. Nesta dissertação procuramos compreender o contexto de emergência da Associação e entender o papel que desempenhou no Estado Novo colonial. A discussão do problema da mão-de-obra nas assembleias técnicas é analisada à luz do regime do indigenato e das estruturas económicas e políticas em que se inseria esta economia de plantação. |
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| Autores principais: | Galvão, Inês Neto |
| Assunto: | Estado Novo Colonialismo História institucional Agricultura Trabalho Moçambique Teses de Mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Durante a década de 1950, entre as inovações partilhadas nas assembleias técnicas da Associação dos Produtores de Sisal de Moçambique, encontram-se propostas de organização social da produção que denotam preocupações relativas à formação de uma força de trabalho indígena, para ultrapassar a dependência do sector de mão-de-obra obtida com intervenção das autoridades. Num contexto em que a mecanização dos campos e a redução dos custos de produção estavam na ordem do dia, transparece das estratégias delineadas para atrair e estabilizar mão-de-obra nas plantações uma ideia de desenvolvimento económico assente na possibilidade de modelar o “espírito indígena” e inculcar nele “noções de civilização” e “necessidades” que o arrancariam de uma alegada indolência natural. Nesta dissertação procuramos compreender o contexto de emergência da Associação e entender o papel que desempenhou no Estado Novo colonial. A discussão do problema da mão-de-obra nas assembleias técnicas é analisada à luz do regime do indigenato e das estruturas económicas e políticas em que se inseria esta economia de plantação. |
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