Publicação
Síndromes coronários agudos : análise retrospetiva (2018) de diferenças clínico-imagiológicas entre homens e mulheres no Hospital de Santa Maria
| Resumo: | Introdução. A doença cardiovascular é a principal causa de morte a nível mundial. Na cardiopatia isquémica, estão descritas nas mulheres diferenças no perfil de risco, fisiopatologia, apresentação e prognóstico. Estas poderão ter importantes implicações diagnósticas e terapêuticas. Objetivos. Caracterizar o perfil demográfico, clínico e imagiológico dos doentes admitidos com diagnóstico de síndrome coronário agudo (SCA) no Hospital de Santa Maria (HSM) durante o ano de 2018, comparando as diferenças entre homens e mulheres. Métodos. Estudo retrospetivo que avaliou os relatórios de coronariografias e ecocardiografias de todos os doentes admitidos no HSM com o diagnóstico de SCA durante o ano de 2018, tendo-se colhido os seguintes dados: idade, fatores de risco cardiovasculares, existência de doença aterosclerótica obstrutiva (placas com oclusão superior a 70%), doença univaso vs. multivaso e fração de ejeção no momento do evento. Resultados. Foram analisados um total de 1210 doentes (829 homens e 381 mulheres). As mulheres eram mais velhas que os homens (69,6 vs. 65,1 anos, p<0,001), mais frequentemente hipertensas (78,1% vs. 68,8%, p=0,001) e obesas (26,7% vs. 20,9%, p = 0,02), menos fumadoras (18,6% vs. 32,7%, p<0,001) e ainda, tinham menos episódios prévios de SCA (11,9% vs. 16,8%, p=0,03). As mulheres tiveram tempos mais prolongados de cateterismo cardíaco (45 vs. 41minutos, p=0,001), menos doença aterosclerótica (74% vs. 91,2%, p<0,001), menos doença oclusiva (60% vs. 78,2%, p<0,001), menos doença multivaso (44,4% vs. 68,8%, p<0,001) e menor probabilidade de realizar intervenção coronária percutânea (47,2% vs. 61,4%, p<0,001). Conclusão. Foram observadas diferenças clínico-imagiológicas importantes nos SCA entre os sexos. As mulheres têm menor prevalência de doença coronária obstrutiva o que deve ser tido em conta aquando do desenvolvimento de normas orientadoras de diagnóstico e terapêutica, especialmente no que toca a uma abordagem conservadora vs. invasiva. |
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| Autores principais: | Abreu, Inês Gardete Tribolet de |
| Assunto: | Síndrome coronário agudo Coronariografia Mulheres Homens Sexo Cardiologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução. A doença cardiovascular é a principal causa de morte a nível mundial. Na cardiopatia isquémica, estão descritas nas mulheres diferenças no perfil de risco, fisiopatologia, apresentação e prognóstico. Estas poderão ter importantes implicações diagnósticas e terapêuticas. Objetivos. Caracterizar o perfil demográfico, clínico e imagiológico dos doentes admitidos com diagnóstico de síndrome coronário agudo (SCA) no Hospital de Santa Maria (HSM) durante o ano de 2018, comparando as diferenças entre homens e mulheres. Métodos. Estudo retrospetivo que avaliou os relatórios de coronariografias e ecocardiografias de todos os doentes admitidos no HSM com o diagnóstico de SCA durante o ano de 2018, tendo-se colhido os seguintes dados: idade, fatores de risco cardiovasculares, existência de doença aterosclerótica obstrutiva (placas com oclusão superior a 70%), doença univaso vs. multivaso e fração de ejeção no momento do evento. Resultados. Foram analisados um total de 1210 doentes (829 homens e 381 mulheres). As mulheres eram mais velhas que os homens (69,6 vs. 65,1 anos, p<0,001), mais frequentemente hipertensas (78,1% vs. 68,8%, p=0,001) e obesas (26,7% vs. 20,9%, p = 0,02), menos fumadoras (18,6% vs. 32,7%, p<0,001) e ainda, tinham menos episódios prévios de SCA (11,9% vs. 16,8%, p=0,03). As mulheres tiveram tempos mais prolongados de cateterismo cardíaco (45 vs. 41minutos, p=0,001), menos doença aterosclerótica (74% vs. 91,2%, p<0,001), menos doença oclusiva (60% vs. 78,2%, p<0,001), menos doença multivaso (44,4% vs. 68,8%, p<0,001) e menor probabilidade de realizar intervenção coronária percutânea (47,2% vs. 61,4%, p<0,001). Conclusão. Foram observadas diferenças clínico-imagiológicas importantes nos SCA entre os sexos. As mulheres têm menor prevalência de doença coronária obstrutiva o que deve ser tido em conta aquando do desenvolvimento de normas orientadoras de diagnóstico e terapêutica, especialmente no que toca a uma abordagem conservadora vs. invasiva. |
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