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Avaliação quantitativa de metais contaminantes em diferentes tipos de cerveja comercializada em Portugal

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Resumo:A cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais consumidas em todo o mundo. É obtida por fermentação alcoólica, mediante leveduras selecionadas do género Saccharomyces e produzida, essencialmente, a partir de malte, água e lúpulo. A composição da cerveja está dependente das matérias-primas utilizadas, do tipo de cerveja que se pretende obter, lager ou ale, e das variáveis introduzidas nas diferentes etapas envolvidas no processo de produção. Entre os vários constituintes da cerveja encontram-se diversas espécies metálicas que podem ser provenientes de fontes naturais tais como a água, lúpulo e levedura, assim como da contaminação ambiental, da utilização de fertilizantes e pesticidas, e ainda do processamento industrial com a possível cedência por contato com determinados recipientes. Os metais, sendo constituintes naturais da crusta terrestre, encontram-se amplamente distribuídos na natureza e, como tal, podem entrar na constituição da cerveja em qualquer fase do fabrico. Os metais, assim como outros xenobióticos podem, acima de determinadas concentrações, provocar efeitos tóxicos. A sua acumulação, ao longo do tempo, nos organismos vivos pode constituir um potencial risco para a saúde. A cerveja, bem como muitos alimentos, tem legislação própria, sendo em Portugal estabelecida pela Portaria nº 1/96 de 3 de Janeiro, que define os limites máximos admitidos para o arsénio, chumbo, cobalto, cobre, ferro e zinco. Neste estudo realizou-se a análise quantitativa dos referidos metais em diferentes marcas de cerveja comercializada em Portugal. As amostras foram adquiridas em grandes superfícies comerciais e o critério de escolha teve em atenção dois aspetos: (1) por um lado, corresponderem às marcas mais escolhidas pelo consumidor português e (2), por outro, obter uma amostragem que englobasse igual número de cervejas embaladas em garrafas de vidro e em latas. Com esta seleção pretendeu-se, não só verificar se as concentrações determinadas se encontravam dentro dos níveis permitidos, mas também confirmar se o tipo de embalagem influenciava o teor de metais analisados. Para a determinação dos metais selecionados para o estudo, foram desenvolvidas e otimizadas duas metodologias, de acordo com as diferentes iii características dos vários metais. Deste modo, utilizou-se a espectrofotometria de absorção atómica com câmara de grafite para a determinação de chumbo, cobalto, cobre, ferro e zinco e a espectrofotometria de absorção atómica com geração de hidretos para o arsénio. Os métodos analíticos foram validados, para todos os metais analisados, tendo em conta critérios de linearidade, limiares analíticos, precisão e exatidão. No presente estudo pôde-se concluir que a maioria das amostras de cerveja estudadas apresentou teores permitidos dos metais analisados. No entanto, em certas amostras, observaram-se valores de zinco, cobre e ferro acima dos limites máximos admitidos pela legislação portuguesa. Os resultados obtidos com a análise de cervejas contidas em embalagens de metal e de vidro não permitiram estabelecer diferenças estatisticamente significativas entre os dois tipos de embalagens.
Autores principais:Guerreiro, Marta Andreia Afonso
Assunto:Cerveja Metais contaminantes Embalagem Legislação Espectrofotometria de absorção atómica Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais consumidas em todo o mundo. É obtida por fermentação alcoólica, mediante leveduras selecionadas do género Saccharomyces e produzida, essencialmente, a partir de malte, água e lúpulo. A composição da cerveja está dependente das matérias-primas utilizadas, do tipo de cerveja que se pretende obter, lager ou ale, e das variáveis introduzidas nas diferentes etapas envolvidas no processo de produção. Entre os vários constituintes da cerveja encontram-se diversas espécies metálicas que podem ser provenientes de fontes naturais tais como a água, lúpulo e levedura, assim como da contaminação ambiental, da utilização de fertilizantes e pesticidas, e ainda do processamento industrial com a possível cedência por contato com determinados recipientes. Os metais, sendo constituintes naturais da crusta terrestre, encontram-se amplamente distribuídos na natureza e, como tal, podem entrar na constituição da cerveja em qualquer fase do fabrico. Os metais, assim como outros xenobióticos podem, acima de determinadas concentrações, provocar efeitos tóxicos. A sua acumulação, ao longo do tempo, nos organismos vivos pode constituir um potencial risco para a saúde. A cerveja, bem como muitos alimentos, tem legislação própria, sendo em Portugal estabelecida pela Portaria nº 1/96 de 3 de Janeiro, que define os limites máximos admitidos para o arsénio, chumbo, cobalto, cobre, ferro e zinco. Neste estudo realizou-se a análise quantitativa dos referidos metais em diferentes marcas de cerveja comercializada em Portugal. As amostras foram adquiridas em grandes superfícies comerciais e o critério de escolha teve em atenção dois aspetos: (1) por um lado, corresponderem às marcas mais escolhidas pelo consumidor português e (2), por outro, obter uma amostragem que englobasse igual número de cervejas embaladas em garrafas de vidro e em latas. Com esta seleção pretendeu-se, não só verificar se as concentrações determinadas se encontravam dentro dos níveis permitidos, mas também confirmar se o tipo de embalagem influenciava o teor de metais analisados. Para a determinação dos metais selecionados para o estudo, foram desenvolvidas e otimizadas duas metodologias, de acordo com as diferentes iii características dos vários metais. Deste modo, utilizou-se a espectrofotometria de absorção atómica com câmara de grafite para a determinação de chumbo, cobalto, cobre, ferro e zinco e a espectrofotometria de absorção atómica com geração de hidretos para o arsénio. Os métodos analíticos foram validados, para todos os metais analisados, tendo em conta critérios de linearidade, limiares analíticos, precisão e exatidão. No presente estudo pôde-se concluir que a maioria das amostras de cerveja estudadas apresentou teores permitidos dos metais analisados. No entanto, em certas amostras, observaram-se valores de zinco, cobre e ferro acima dos limites máximos admitidos pela legislação portuguesa. Os resultados obtidos com a análise de cervejas contidas em embalagens de metal e de vidro não permitiram estabelecer diferenças estatisticamente significativas entre os dois tipos de embalagens.