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Alimentos para desportistas e suplementos alimentares : enquadramento legislativo e consumo na prática desportiva

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A alimentação influencia significativamente o rendimento desportivo e deve ser uma preocupação de quem pratica atividade física. Pode ser complementada com recurso a suplementos alimentares ou alimentos para desportistas. O mercado destes produtos encontra-se em expansão e a sua procura é cada vez maior. A mudança da legislação determinou que os alimentos para desportistas sejam considerados géneros alimentícios comuns e sujeitos às regras horizontais da legislação alimentar. No entanto, são muitas vezes confundidos e consumidos como suplementos alimentares. Este trabalho pretende realizar uma revisão do enquadramento legislativo dos alimentos para desportistas, caracterizar estes alimentos e os suplementos alimentares destinados à prática desportiva, e avaliar o consumo e aconselhamento realizados pelos profissionais da nutrição e desporto. O mercado dos alimentos para desportistas é vasto mas centra-se em três categorias: bebidas isotónicas, produtos (à base de proteínas) para ganho de massa muscular e recuperação pós-exercício, e produtos para aumentar a energia e desempenho. O trabalho de campo realizado permitiu observar em 638 praticantes de exercício físico que o consumo de alimentos para desportistas e suplementos alimentares em contexto desportivo é superior ao da população em geral (40,8%), superior no sexo masculino, e entre os 25 e os 34 anos. A maioria dos consumidores fá-lo por iniciativa própria e adquire os produtos “online”. Os mais consumidos são a proteína do soro (“whey”), os suplementos multivitamínicos/minerais e os alimentos à base de hidratos de carbono, sendo também dos mais aconselhados pelos profissionais. Os motivos apresentados para o consumo são semelhantes entre consumidores e profissionais, nomeadamente o ganho de massa muscular e a recuperação mais rápida. No entanto, verificam-se dificuldades em ambos para efetuar uma classificação correta dos produtos. O fácil acesso e o elevado consumo destes produtos deverão ser motivos de alerta, de profissionais e de consumidores. Os alimentos para desportistas devem ser vistos como parte integrante de uma alimentação e não como suplementos alimentares, e consumidos como tal.
Autores principais:Pires, Daniela Cristina Veigas
Assunto:Alimentos para desportistas suplementos alimentares legislação consumo food intended for sportspeople food supplements legislation consumption
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A alimentação influencia significativamente o rendimento desportivo e deve ser uma preocupação de quem pratica atividade física. Pode ser complementada com recurso a suplementos alimentares ou alimentos para desportistas. O mercado destes produtos encontra-se em expansão e a sua procura é cada vez maior. A mudança da legislação determinou que os alimentos para desportistas sejam considerados géneros alimentícios comuns e sujeitos às regras horizontais da legislação alimentar. No entanto, são muitas vezes confundidos e consumidos como suplementos alimentares. Este trabalho pretende realizar uma revisão do enquadramento legislativo dos alimentos para desportistas, caracterizar estes alimentos e os suplementos alimentares destinados à prática desportiva, e avaliar o consumo e aconselhamento realizados pelos profissionais da nutrição e desporto. O mercado dos alimentos para desportistas é vasto mas centra-se em três categorias: bebidas isotónicas, produtos (à base de proteínas) para ganho de massa muscular e recuperação pós-exercício, e produtos para aumentar a energia e desempenho. O trabalho de campo realizado permitiu observar em 638 praticantes de exercício físico que o consumo de alimentos para desportistas e suplementos alimentares em contexto desportivo é superior ao da população em geral (40,8%), superior no sexo masculino, e entre os 25 e os 34 anos. A maioria dos consumidores fá-lo por iniciativa própria e adquire os produtos “online”. Os mais consumidos são a proteína do soro (“whey”), os suplementos multivitamínicos/minerais e os alimentos à base de hidratos de carbono, sendo também dos mais aconselhados pelos profissionais. Os motivos apresentados para o consumo são semelhantes entre consumidores e profissionais, nomeadamente o ganho de massa muscular e a recuperação mais rápida. No entanto, verificam-se dificuldades em ambos para efetuar uma classificação correta dos produtos. O fácil acesso e o elevado consumo destes produtos deverão ser motivos de alerta, de profissionais e de consumidores. Os alimentos para desportistas devem ser vistos como parte integrante de uma alimentação e não como suplementos alimentares, e consumidos como tal.