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Efeito das experiências passadas nos investimentos financeiros na Europa : análise empirica com base no SHARELIFE e SHARE (2006-2010)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta tese investiga os efeitos das experiências passadas dos detentores de ações e obrigações, que viveram a Crise Financeira de 2008, num contexto da Household Finance. Após análise da literatura, foi possível testar empiricamente modelos para Stockholdings e Bondholdings com base no cruzamento dos dados do Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE), nomeadamente SHARELIFE (2008) e SHARE (WAVE 2 - 2006 e WAVE 4 - 2010), de 12 países (N = 8.649 de indivíduos com idade entre os 50 e 90 anos). Várias especificações foram testadas usando modelos Probit, em que a variável dicotómica dependente assume o valor 1, se a utilidade de deter ações ou obrigações for não negativa em 2010 e assume o valor 0, se a utilidade for negativa. Os resultados são fornecidos para Stockholdings e Bondholdings com experiência do tipo (i), se em algum momento do seu historial investiram em ações ou obrigações e com experiência do tipo (ii), que define o número de anos de experiência em ações ou obrigações. A probabilidade de participar no mercado acionista em 2010 aumenta com os indivíduos que detinham ações em 2006 com experiência do tipo (i) e (ii), controlados para riqueza ou educação e decresce com rendimento por escalões ou aversão ao risco. A probabilidade de participar no mercado obrigacionista em 2010 aumenta com os indivíduos que detinham ações em 2006 com experiência do tipo (i) e (ii), controlados pela riqueza e diminui com os escalões de rendimento e educação. As diferenças encontradas entre os vários modelos provaram que a experiência assume um efeito marginal mais elevado que as variáveis tradicionais de participação nos mercados financeiros (riqueza/rendimento, educação e aversão ao risco).
Autores principais:Ponte, Joel Cabrita Pincho da
Assunto:Experiência de Investimento Stockholdings Bondholdings Choque Macroeconómico Household Finance Europa SHARELIFE SHARE Investment Experience Macroeconomic Shock Europe
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta tese investiga os efeitos das experiências passadas dos detentores de ações e obrigações, que viveram a Crise Financeira de 2008, num contexto da Household Finance. Após análise da literatura, foi possível testar empiricamente modelos para Stockholdings e Bondholdings com base no cruzamento dos dados do Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE), nomeadamente SHARELIFE (2008) e SHARE (WAVE 2 - 2006 e WAVE 4 - 2010), de 12 países (N = 8.649 de indivíduos com idade entre os 50 e 90 anos). Várias especificações foram testadas usando modelos Probit, em que a variável dicotómica dependente assume o valor 1, se a utilidade de deter ações ou obrigações for não negativa em 2010 e assume o valor 0, se a utilidade for negativa. Os resultados são fornecidos para Stockholdings e Bondholdings com experiência do tipo (i), se em algum momento do seu historial investiram em ações ou obrigações e com experiência do tipo (ii), que define o número de anos de experiência em ações ou obrigações. A probabilidade de participar no mercado acionista em 2010 aumenta com os indivíduos que detinham ações em 2006 com experiência do tipo (i) e (ii), controlados para riqueza ou educação e decresce com rendimento por escalões ou aversão ao risco. A probabilidade de participar no mercado obrigacionista em 2010 aumenta com os indivíduos que detinham ações em 2006 com experiência do tipo (i) e (ii), controlados pela riqueza e diminui com os escalões de rendimento e educação. As diferenças encontradas entre os vários modelos provaram que a experiência assume um efeito marginal mais elevado que as variáveis tradicionais de participação nos mercados financeiros (riqueza/rendimento, educação e aversão ao risco).