Publicação
Projeto de uma exploração de engorda de ovinos de carne e maturação da carne de animais de refugo
| Resumo: | O presente trabalho consiste no projeto de uma exploração intensiva de ovinos com aptidão para a produção de carne, com o intuito de exportar os animais vivos, bem como, produzir e comercializar carne maturada de animais de refugo para o canal HORECA, valorizando a mesma e inovar o mercado. Para aferir o conhecimento sobre o consumo da população portuguesa em relação à carne de ovino e sua maturação foi efetuado um inquérito ao consumidor final. À questão “frequência do consumo da carne de borrego”, 38,9% respondeu ocasionalmente, 37,4% em épocas festivas, 4,2% muitas vezes e 19,5% nunca. Da amostra inquirida, 96,3% nunca consumiu carne maturada, no entanto, desta, 56,1% mostraram interesse em experimentar. Verificouse com este questionário que existe uma oportunidade no mercado para este tipo de produto. O projeto foi desenvolvido numa exploração com 2,2 hectares, em Tomar, e ao longo da sua realização foi analisado o planeamento da produção e foram descritos detalhadamente as componentes da mesma: mão de obra, instalações e equipamentos. Para a produção, descreveu-se o maneio dos animais ao nível alimentar e sanitário. Por fim, realizou-se um plano de marketing seguido de um estudo de viabilidade económica considerando uma vida útil de 10 anos para o projeto, utilizando um plano de crescimento do efetivo ao longo destes anos. Indicadores de rentabilidade como o Valor Líquido Atualizado (VLA) (4654757,26€), Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) (34,73%), Rácio Benefício-Custo (RBC) (1,19) e Período de Retorno (PR) (3 anos) comprovaram a rentabilidade do projeto devido ao VLA positivo, TIR superior à Taxa de Atualização (5%), RBC superior a 1 e PR inferior à vida útil do projeto. A análise de sensibilidade da rentabilidade considerou variações nas receitas, no investimento e nos encargos na ordem dos 5 e 10%, confirmando a viabilidade e interesse em expandir para novos segmentos de mercado. |
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| Autores principais: | Ramos, Maria Catarina Currito |
| Assunto: | Merino Branco produção intensiva carne maturada viabilidade financeira White Merino intensive production aged meat financial viability |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho consiste no projeto de uma exploração intensiva de ovinos com aptidão para a produção de carne, com o intuito de exportar os animais vivos, bem como, produzir e comercializar carne maturada de animais de refugo para o canal HORECA, valorizando a mesma e inovar o mercado. Para aferir o conhecimento sobre o consumo da população portuguesa em relação à carne de ovino e sua maturação foi efetuado um inquérito ao consumidor final. À questão “frequência do consumo da carne de borrego”, 38,9% respondeu ocasionalmente, 37,4% em épocas festivas, 4,2% muitas vezes e 19,5% nunca. Da amostra inquirida, 96,3% nunca consumiu carne maturada, no entanto, desta, 56,1% mostraram interesse em experimentar. Verificouse com este questionário que existe uma oportunidade no mercado para este tipo de produto. O projeto foi desenvolvido numa exploração com 2,2 hectares, em Tomar, e ao longo da sua realização foi analisado o planeamento da produção e foram descritos detalhadamente as componentes da mesma: mão de obra, instalações e equipamentos. Para a produção, descreveu-se o maneio dos animais ao nível alimentar e sanitário. Por fim, realizou-se um plano de marketing seguido de um estudo de viabilidade económica considerando uma vida útil de 10 anos para o projeto, utilizando um plano de crescimento do efetivo ao longo destes anos. Indicadores de rentabilidade como o Valor Líquido Atualizado (VLA) (4654757,26€), Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) (34,73%), Rácio Benefício-Custo (RBC) (1,19) e Período de Retorno (PR) (3 anos) comprovaram a rentabilidade do projeto devido ao VLA positivo, TIR superior à Taxa de Atualização (5%), RBC superior a 1 e PR inferior à vida útil do projeto. A análise de sensibilidade da rentabilidade considerou variações nas receitas, no investimento e nos encargos na ordem dos 5 e 10%, confirmando a viabilidade e interesse em expandir para novos segmentos de mercado. |
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