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Disfunção temporomandibular em praticantes de tiro com armas de caça

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Objetivo: Avaliar a presença de disfunção temporomandibular (DTM) nos praticantes de tiro com armas de caça. Materiais e Métodos: Numa amostra não probabilística de 30 praticantes de tiro realizou-se um estudo observacional, transversal, do tipo analítico utilizando o questionário CPD/DTM, um questionário de treino específico e fotografias das estruturas maxilofaciais como sugerido em estudos prévios, com consentimento por escrito de todos os participantes. Para análise estatística optou-se por testes não paramétricos. Resultados: 30 atiradores, com uma média de idades de 36,93  20,28 anos sendo a maioria (27) do género masculino. Na amostra, 14 atletas praticavam tiro há mais de 10 anos e a modalidade mais praticada foi o Fosso Olímpico com 19 atletas. O zumbido nos ouvidos foi a alteração mais relatada (10) associada a atiradores de lazer, p=0,014. O som articular mais prevalente foi o estalido bilateral. Diagnosticou- se DTM do tipo II em 9 praticantes, sendo o deslocamento do disco com redução a condição mais prevalente e associado aos que praticavam há mais de 10 anos e a atiradores de Trap. Os atletas apresentaram faces clinicamente simétricas (1,82), contudo, os que praticam a modalidade de Trap, assim como os atiradores decenários revelaram uma assimetria superior com 2,61º e 2,07, respetivamente. Conclusão: Não se verificaram diferenças significativas entre ser atleta da seleção, o tipo de modalidade e a frequência da prática para o diagnóstico de DTM (p> 0,05). Mais estudos são necessários para aferir a relação deste desporto de impacto com possíveis efeitos colaterais no sistema estomatognático.
Autores principais:Matos, Sara Catarina Valente de
Assunto:Teses de mestrado - 2021 Saúde Oral
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Resumo Objetivo: Avaliar a presença de disfunção temporomandibular (DTM) nos praticantes de tiro com armas de caça. Materiais e Métodos: Numa amostra não probabilística de 30 praticantes de tiro realizou-se um estudo observacional, transversal, do tipo analítico utilizando o questionário CPD/DTM, um questionário de treino específico e fotografias das estruturas maxilofaciais como sugerido em estudos prévios, com consentimento por escrito de todos os participantes. Para análise estatística optou-se por testes não paramétricos. Resultados: 30 atiradores, com uma média de idades de 36,93  20,28 anos sendo a maioria (27) do género masculino. Na amostra, 14 atletas praticavam tiro há mais de 10 anos e a modalidade mais praticada foi o Fosso Olímpico com 19 atletas. O zumbido nos ouvidos foi a alteração mais relatada (10) associada a atiradores de lazer, p=0,014. O som articular mais prevalente foi o estalido bilateral. Diagnosticou- se DTM do tipo II em 9 praticantes, sendo o deslocamento do disco com redução a condição mais prevalente e associado aos que praticavam há mais de 10 anos e a atiradores de Trap. Os atletas apresentaram faces clinicamente simétricas (1,82), contudo, os que praticam a modalidade de Trap, assim como os atiradores decenários revelaram uma assimetria superior com 2,61º e 2,07, respetivamente. Conclusão: Não se verificaram diferenças significativas entre ser atleta da seleção, o tipo de modalidade e a frequência da prática para o diagnóstico de DTM (p> 0,05). Mais estudos são necessários para aferir a relação deste desporto de impacto com possíveis efeitos colaterais no sistema estomatognático.