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Medicamentos biológicos e doenças autoimunes: o presente e o futuro

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Resumo:Os medicamentos biológicos são fármacos cuja principal característica é o facto de serem obtidos ou derivados de organismos vivos. Pertencem a um grupo de fármacos que são utilizados como diagnóstico, prevenção e tratamento de algumas doenças, apresentando vantagens significativas na melhoria da qualidade de vida dos doentes, no restabelecimento de funções afetadas e na prevenção de danos que possam ser causados pelas doenças. No entanto, muitas vezes o acesso dos doentes a estes tratamentos é limitado, fruto do seu elevado custo. A utilização destes medicamentos no tratamento de várias doenças está a expandir-se rapidamente, sendo que as doenças autoimunes, foco deste trabalho, não são exceção. Devido ao contínuo estudo e compreensão da patogénese das doenças, o conhecimento de novos alvos terapêuticos aumenta. O prognóstico para os doentes com estas patologias afigura-se positivo, na medida em que os tratamentos por via dos medicamentos biológicos melhorou na última década e se preveem novas melhorias no futuro. Neste trabalho, fizemos uma revisão bibliográfica sobre algumas doenças autoimunes (artrite reumatóide, lúpus eritematoso, psoríase, esclerose múltipla, doença de Crohn e colite ulcerosa), os seus tratamentos convencionais e alternativas em termos de terapêuticas biológicas, aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento. Concluímos ainda que existem vários ensaios clínicos em que Portugal participa, quer no sentido de se obterem mais informações sobre os fármacos já existentes, quer no sentido de estudar novos medicamentos biológicos. O mercado destes medicamentos está a alargar-se apesar do seu elevado custo, com muitas empresas farmacêuticas a revelar interesse na investigação, no desenvolvimento e na produção, uma vez que, de uma maneira geral, a sua vasta utilização compensa os investimentos feitos. Algumas delas, recentemente, têm também apostado na investigação que proporcione respostas para doenças antes não atendidas.
Autores principais:Mineiro, Rita Dinis
Assunto:Medicamentos biológicos Biotecnologia Medicamentos sintéticos Método do hibridoma Phage display Artrite reumatóide Lúpus eritematoso Psoríase Esclerose múltipla Doença de Crohn Colite ulcerosa Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os medicamentos biológicos são fármacos cuja principal característica é o facto de serem obtidos ou derivados de organismos vivos. Pertencem a um grupo de fármacos que são utilizados como diagnóstico, prevenção e tratamento de algumas doenças, apresentando vantagens significativas na melhoria da qualidade de vida dos doentes, no restabelecimento de funções afetadas e na prevenção de danos que possam ser causados pelas doenças. No entanto, muitas vezes o acesso dos doentes a estes tratamentos é limitado, fruto do seu elevado custo. A utilização destes medicamentos no tratamento de várias doenças está a expandir-se rapidamente, sendo que as doenças autoimunes, foco deste trabalho, não são exceção. Devido ao contínuo estudo e compreensão da patogénese das doenças, o conhecimento de novos alvos terapêuticos aumenta. O prognóstico para os doentes com estas patologias afigura-se positivo, na medida em que os tratamentos por via dos medicamentos biológicos melhorou na última década e se preveem novas melhorias no futuro. Neste trabalho, fizemos uma revisão bibliográfica sobre algumas doenças autoimunes (artrite reumatóide, lúpus eritematoso, psoríase, esclerose múltipla, doença de Crohn e colite ulcerosa), os seus tratamentos convencionais e alternativas em termos de terapêuticas biológicas, aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento. Concluímos ainda que existem vários ensaios clínicos em que Portugal participa, quer no sentido de se obterem mais informações sobre os fármacos já existentes, quer no sentido de estudar novos medicamentos biológicos. O mercado destes medicamentos está a alargar-se apesar do seu elevado custo, com muitas empresas farmacêuticas a revelar interesse na investigação, no desenvolvimento e na produção, uma vez que, de uma maneira geral, a sua vasta utilização compensa os investimentos feitos. Algumas delas, recentemente, têm também apostado na investigação que proporcione respostas para doenças antes não atendidas.