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Inteligência emocional e inteligência espiritual: contributos para a humanização do Serviço Social numa sociedade em mudança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O tema da inteligência espiritual e inteligência emocional no Serviço Social aqui colocado no âmbito da investigação num processo de pesquisa e de Doutoramento em Ciências Sociais, procura aprofundar a presença de uma dimensão holística da intervenção do Serviço Social, seja com indivíduos, grupos e/ou comunidades, a nível micro, meso e macro, e entender de que forma este modelo de desenvolvimento pessoal contribui para a reafirmação dos valores da categoria profissional e contribuem também para a humanização do Serviço Social, numa sociedade em mudança. Entendemos que a dimensão holística (do grego holos – total) dá ao Serviço Social no plano geográfico, político, socioeconómico, cultural, psicológico e espiritual uma possibilidade de análise coerente da pessoa e das situações, ao mesmo tempo possibilita ao profissional desenvolver competências de empatia, de flexibilidade, de motivação, de relutância em causar o mal, de superação do sofrimento, de consciência e autoconsciência, de autorregulação e de responsabilidade para com o outro e para com a humanidade, nos processos de relação de ajuda que desenvolve com os sujeitos históricos. Entendemos também que o processo de humanização, próprio da intervenção social, dá ao Serviço Social a categoria de profissão de ajuda pela qual ele se afirma. Esta mesma humanização requer um olhar novo dos profissionais a partir das competências da inteligência emocional e da inteligência espiritual. Em termos metodológicos foram aplicadas duas escalas a assistentes sociais da área geográfica de Lisboa e realizadas entrevistas. As escalas procuraram a medição da inteligência emocional e da inteligência espiritual num grupo de 232 assistentes sociais e a entrevista foi realizada a 41 assistentes sociais. A nossa perceção é da presença destas competências nos assistentes sociais e da necessidade de as desenvolver para que a relação de ajuda flua com a qualidade que merece numa linha de dignificação da pessoa humana. Para isso torna-se necessário investimento em investigações deste âmbito e em formações dos assistentes sociais. Estas formações podem integrar os próprios planos curriculares do Serviço Social ou serem formações contínuas. O Serviço Social, na panóplia do campo das Ciências Sociais e da ciência em geral, como também no plano da sua ação, pode afirmar-se se tiver a preocupação de inserir na sua ação e investigação estas competências. Vemos ser este um contributo útil e necessário nesta aldeia global em que atuamos e com as populações com quem trabalhamos.
Autores principais:Duarte, Cristina Paula Pereira
Assunto:Serviço Social Inteligência emocional Inteligência espiritual Humanização Social Work Emotional intelligence Spiritual intelligence Humanization
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O tema da inteligência espiritual e inteligência emocional no Serviço Social aqui colocado no âmbito da investigação num processo de pesquisa e de Doutoramento em Ciências Sociais, procura aprofundar a presença de uma dimensão holística da intervenção do Serviço Social, seja com indivíduos, grupos e/ou comunidades, a nível micro, meso e macro, e entender de que forma este modelo de desenvolvimento pessoal contribui para a reafirmação dos valores da categoria profissional e contribuem também para a humanização do Serviço Social, numa sociedade em mudança. Entendemos que a dimensão holística (do grego holos – total) dá ao Serviço Social no plano geográfico, político, socioeconómico, cultural, psicológico e espiritual uma possibilidade de análise coerente da pessoa e das situações, ao mesmo tempo possibilita ao profissional desenvolver competências de empatia, de flexibilidade, de motivação, de relutância em causar o mal, de superação do sofrimento, de consciência e autoconsciência, de autorregulação e de responsabilidade para com o outro e para com a humanidade, nos processos de relação de ajuda que desenvolve com os sujeitos históricos. Entendemos também que o processo de humanização, próprio da intervenção social, dá ao Serviço Social a categoria de profissão de ajuda pela qual ele se afirma. Esta mesma humanização requer um olhar novo dos profissionais a partir das competências da inteligência emocional e da inteligência espiritual. Em termos metodológicos foram aplicadas duas escalas a assistentes sociais da área geográfica de Lisboa e realizadas entrevistas. As escalas procuraram a medição da inteligência emocional e da inteligência espiritual num grupo de 232 assistentes sociais e a entrevista foi realizada a 41 assistentes sociais. A nossa perceção é da presença destas competências nos assistentes sociais e da necessidade de as desenvolver para que a relação de ajuda flua com a qualidade que merece numa linha de dignificação da pessoa humana. Para isso torna-se necessário investimento em investigações deste âmbito e em formações dos assistentes sociais. Estas formações podem integrar os próprios planos curriculares do Serviço Social ou serem formações contínuas. O Serviço Social, na panóplia do campo das Ciências Sociais e da ciência em geral, como também no plano da sua ação, pode afirmar-se se tiver a preocupação de inserir na sua ação e investigação estas competências. Vemos ser este um contributo útil e necessário nesta aldeia global em que atuamos e com as populações com quem trabalhamos.