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Será que não aprendemos? : house money effect e o sobreendividamento em contexto de reposição de rendimentos vs recuperação económica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Estudos demonstram ganhos inesperados podem provocar a diminuição da aversão ao risco, um efeito conhecido por house money effect. Neste estudo, testa-se a hipótese de que algo semelhante poderá estar na origem do aumento do endividamento das famílias perante a política de devolução de rendimentos e diminuição da sua tributação seguida pelo atual governo socialista. Para mais, avança-se a hipótese de que o ambiente económico-financeiro favorável poderá potenciar este efeito. Para testar estas hipóteses, desenvolveu-se uma atividade experimental na qual os participantes fazem uma gestão de rendimentos e despesas ao longo de vários ciclos, ao longo dos quais são enfrentados por duas oportunidades de contração de crédito. Os resultados não suportam a hipótese de que o aumento de rendimentos poderá induzir o house money effect. No entanto, surgem evidências de que a aversão ao risco poderá diminuir em função da favorabilidade do ambiente económico-financeiro. Interpretações para estes resultados são avançadas, assim como sugestões para estudos futuros que permitam ultrapassar algumas limitações da presente investigação.
Autores principais:Santos, Diogo Miguel Barreira
Assunto:Endividamento dos consumidores Recuperação económica Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Estudos demonstram ganhos inesperados podem provocar a diminuição da aversão ao risco, um efeito conhecido por house money effect. Neste estudo, testa-se a hipótese de que algo semelhante poderá estar na origem do aumento do endividamento das famílias perante a política de devolução de rendimentos e diminuição da sua tributação seguida pelo atual governo socialista. Para mais, avança-se a hipótese de que o ambiente económico-financeiro favorável poderá potenciar este efeito. Para testar estas hipóteses, desenvolveu-se uma atividade experimental na qual os participantes fazem uma gestão de rendimentos e despesas ao longo de vários ciclos, ao longo dos quais são enfrentados por duas oportunidades de contração de crédito. Os resultados não suportam a hipótese de que o aumento de rendimentos poderá induzir o house money effect. No entanto, surgem evidências de que a aversão ao risco poderá diminuir em função da favorabilidade do ambiente económico-financeiro. Interpretações para estes resultados são avançadas, assim como sugestões para estudos futuros que permitam ultrapassar algumas limitações da presente investigação.