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Funções celulares da proteína centrossomal humana TBCCD1: validação da interação com proteínas previamente identificadas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O centrossoma é o principal centro organizador de microtúbulos nas células animais. Este desempenha diversas funções celulares como a organização espacial do citoplasma e dos organelos, bem como na formação do fuso mitótico durante a divisão, na migração celular, no estabelecimento do eixo de polaridade intrínseco da célula “Núcleo-Centrossoma-Complexo de Golgi” e na ciliogénese. O nosso grupo tem-se focado no estudo da proteína centrossomal TBCCD1 (TBCC domain-containing protein 1) e nas funções que esta desempenha. Nos seus primeiros estudos, o nosso grupo desvendou um fenótipo característico quando a proteína TBCCD1 era depletada (Gonçalves, 2010). O mesmo determinou recentemente que a proteína TBCCD1 estabelecia uma vasta rede de interações com outras proteínas, após a realização de BioID (Camelo, 2015). Como tal, identificaram-se cerca de 82 proteínas pertencentes a este interatoma da TBCCD1. Nestas 82 proteínas, destacou-se um grupo de seis proteínas, devido a sua capacidade de estabelecerem interações entre si, bem como com as restantes proteínas deste interatoma da TBCCD1 (dados ainda não publicados). As proteínas reunidas nesse grupo são essencialmente proteínas codificadas por genes envolvidos em ciliopatias, isto é, doenças associadas a defeitos relacionados com a biogénese de cílios primários. Uma das proteínas associadas a ciliopatias encontrada neste grupo foi a proteína OFD1 (Oral-Facial-Digital-1). Esta proteína localiza-se principalmente na região distal do centríolo-mãe e nos satélites centriolares. A proteína é traduzida pelo gene ofd1 localizado no cromossoma X. Mutações deste gene levam à manifestação da síndrome Oral-Facial-Digital, que se caracteriza por anormalidade orais, dimorfismo facial e defeitos no sistema nervoso central (SNC) tais como microcefalias (Lopes, et al., 2011). Neste trabalho estudámos as interações entre a proteína TBCCD1 e a proteína OFD1 e a influência desta interação no posicionamento do centrossoma, e nos satélites centriolares. Diversos ensaios de depleção ou de sobre-expressão da proteína TBCCD1 foram realizados e, seguidamente, observados por imunofluorescência e immunoblotting, de modo a estudar o impacto que diferentes níveis fisiológicos da TBCCD1 teriam na proteína OFD1. Com este trabalho foi possível concluir que as proteínas TBCCD1 e OFD1 estabelecem algum tipo de relação, dado que, tanto nos ensaios de depleção ou de sobre-expressão de TBCCD1 se verifica uma diminuição da proteína OFD1. Também se concluiu que parece existir um intervalo de níveis fisiológicos da proteína TBCCD1 que, sendo ultrapassados, têm uma influência direta na proteína OFD1, provocando uma diminuição da mesma na célula. Por fim, foi ainda possível estabelecer a hipótese de que a proteína TBCCD1 estabelece uma interação com os complexos proteicos constituídos com a proteína OFD1 (Chevrier, et al., 2015), ou ainda que, possivelmente, a própria proteína TBCCD1 se associa a um dos complexos formados pela proteína OFD1.
Autores principais:Veiga, Joaquim Maria Iglésias Pereira da Mota
Assunto:Centrossoma Satélites centriolares TBCCD1 OFD1 Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O centrossoma é o principal centro organizador de microtúbulos nas células animais. Este desempenha diversas funções celulares como a organização espacial do citoplasma e dos organelos, bem como na formação do fuso mitótico durante a divisão, na migração celular, no estabelecimento do eixo de polaridade intrínseco da célula “Núcleo-Centrossoma-Complexo de Golgi” e na ciliogénese. O nosso grupo tem-se focado no estudo da proteína centrossomal TBCCD1 (TBCC domain-containing protein 1) e nas funções que esta desempenha. Nos seus primeiros estudos, o nosso grupo desvendou um fenótipo característico quando a proteína TBCCD1 era depletada (Gonçalves, 2010). O mesmo determinou recentemente que a proteína TBCCD1 estabelecia uma vasta rede de interações com outras proteínas, após a realização de BioID (Camelo, 2015). Como tal, identificaram-se cerca de 82 proteínas pertencentes a este interatoma da TBCCD1. Nestas 82 proteínas, destacou-se um grupo de seis proteínas, devido a sua capacidade de estabelecerem interações entre si, bem como com as restantes proteínas deste interatoma da TBCCD1 (dados ainda não publicados). As proteínas reunidas nesse grupo são essencialmente proteínas codificadas por genes envolvidos em ciliopatias, isto é, doenças associadas a defeitos relacionados com a biogénese de cílios primários. Uma das proteínas associadas a ciliopatias encontrada neste grupo foi a proteína OFD1 (Oral-Facial-Digital-1). Esta proteína localiza-se principalmente na região distal do centríolo-mãe e nos satélites centriolares. A proteína é traduzida pelo gene ofd1 localizado no cromossoma X. Mutações deste gene levam à manifestação da síndrome Oral-Facial-Digital, que se caracteriza por anormalidade orais, dimorfismo facial e defeitos no sistema nervoso central (SNC) tais como microcefalias (Lopes, et al., 2011). Neste trabalho estudámos as interações entre a proteína TBCCD1 e a proteína OFD1 e a influência desta interação no posicionamento do centrossoma, e nos satélites centriolares. Diversos ensaios de depleção ou de sobre-expressão da proteína TBCCD1 foram realizados e, seguidamente, observados por imunofluorescência e immunoblotting, de modo a estudar o impacto que diferentes níveis fisiológicos da TBCCD1 teriam na proteína OFD1. Com este trabalho foi possível concluir que as proteínas TBCCD1 e OFD1 estabelecem algum tipo de relação, dado que, tanto nos ensaios de depleção ou de sobre-expressão de TBCCD1 se verifica uma diminuição da proteína OFD1. Também se concluiu que parece existir um intervalo de níveis fisiológicos da proteína TBCCD1 que, sendo ultrapassados, têm uma influência direta na proteína OFD1, provocando uma diminuição da mesma na célula. Por fim, foi ainda possível estabelecer a hipótese de que a proteína TBCCD1 estabelece uma interação com os complexos proteicos constituídos com a proteína OFD1 (Chevrier, et al., 2015), ou ainda que, possivelmente, a própria proteína TBCCD1 se associa a um dos complexos formados pela proteína OFD1.