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Variantes genéticas associadas à miocardiopatia hipertrófica : interpretação do seu significado clínico através de revisão bibliográfica e ferramentas computacionais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Miocardiopatia Hipertrófica é definida por um aumento da espessura do ventrículo esquerdo, não explicada por alterações da carga. Trata-se da doença cardiovascular hereditária mais comum, bem como a principal causa de morte súbita cardíaca nos jovens e atletas. Com o advento das tecnologias de sequenciação genética de nova geração tem sido possível identificar elevado número de variantes genéticas, possivelmente associadas à doença. O presente trabalho teve como objetivo rever em termos de significado clínico (efeito benigno ou patogénico) algumas destas variantes. A partir da base de dados “ClinVar”, foram selecionadas variantes de genes do sarcómero previamente classificadas como patogénicas (89) ou benignas (111). Relativamente a estas foi realizada uma revisão da literatura – a partir da qual lhes foi atribuída uma classificação segundo as linhas orientadoras propostas pelo “American College of Medical Genetics and Genomics” - e ainda efectuada uma análise por diferentes ferramentas computacionais de significado clínico. Com base na revisão desenvolvida, apenas foi possível atribuir significado clínico a 30% das variantes incluídas no estudo. As restantes foram classificadas como sendo de significado incerto. As ferramentas computacionais apresentam sensibilidade e especificidade médias na ordem dos 60%, apresentando assim considerável taxa de falsos negativos e falsos positivos. Os resultados obtidos demonstram que a interpretação clínica das variantes genéticas identificadas por sequenciação constitui um desafio, sendo necessária a realização de mais estudos, particularmente familiares e funcionais, que contribuam para a sua melhor caracterização. As ferramentas computacionais podem constituir uma mais-valia na selecção de variantes a estudar, sobretudo quando apresentam elevada sensibilidade e especificidade.
Autores principais:Garcia, Ana Beatriz Nogueira
Assunto:Miocardiopatia hipertrófica Sequenciação de nova geração Variantes genéticas de significado incerto Ferramentas computacionais de predição Biologia molecular
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Miocardiopatia Hipertrófica é definida por um aumento da espessura do ventrículo esquerdo, não explicada por alterações da carga. Trata-se da doença cardiovascular hereditária mais comum, bem como a principal causa de morte súbita cardíaca nos jovens e atletas. Com o advento das tecnologias de sequenciação genética de nova geração tem sido possível identificar elevado número de variantes genéticas, possivelmente associadas à doença. O presente trabalho teve como objetivo rever em termos de significado clínico (efeito benigno ou patogénico) algumas destas variantes. A partir da base de dados “ClinVar”, foram selecionadas variantes de genes do sarcómero previamente classificadas como patogénicas (89) ou benignas (111). Relativamente a estas foi realizada uma revisão da literatura – a partir da qual lhes foi atribuída uma classificação segundo as linhas orientadoras propostas pelo “American College of Medical Genetics and Genomics” - e ainda efectuada uma análise por diferentes ferramentas computacionais de significado clínico. Com base na revisão desenvolvida, apenas foi possível atribuir significado clínico a 30% das variantes incluídas no estudo. As restantes foram classificadas como sendo de significado incerto. As ferramentas computacionais apresentam sensibilidade e especificidade médias na ordem dos 60%, apresentando assim considerável taxa de falsos negativos e falsos positivos. Os resultados obtidos demonstram que a interpretação clínica das variantes genéticas identificadas por sequenciação constitui um desafio, sendo necessária a realização de mais estudos, particularmente familiares e funcionais, que contribuam para a sua melhor caracterização. As ferramentas computacionais podem constituir uma mais-valia na selecção de variantes a estudar, sobretudo quando apresentam elevada sensibilidade e especificidade.