Publicação

Depressão pós-parto : eficácia das intervenções em ambulatório

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A depressão pós-parto é uma complicação prevalente no período pós-parto e apresenta elevado impacto negativo tanto na mulher como no desenvolvimento da criança. Em Portugal o médico de família é responsável pela consulta de revisão no puerpério, desempenhando assim um papel crucial no screening e tratamento atempados da depressão pós-parto. O objetivo desta revisão é comparar as alternativas terapêuticas (farmacológicas e não farmacológicas) atualmente disponíveis, aplicadas em ambulatório por profissionais de saúde, e concluir acerca da sua eficácia na melhoria dos sintomas depressivos, melhoria da qualidade de vida e/ou consumo de recursos de saúde na depressão pós-parto. Métodos: realizou-se uma pesquisa em três bases de dados (Medline, Central e Index RMP) acerca de ensaios clínicos referentes a intervenções terapêuticas para a depressão pós-parto. Resultados: dos 666 artigos selecionados, 33 foram incluídos, de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. Os estudos foram agrupados de acordo com a intervenção a que diziam respeito: multidisciplinar, psicoterapia face-to-face, psicoterapia de grupo, exercício físico, psicoterapia por telefone e psicoterapia online. Verificou-se que a intervenção multidisciplinar não foi superior à monoterapia na redução dos sintomas depressivos ao longo do tempo, enquanto que a psicoterapia face-to-face, a psicoterapia de grupo, o exercício físico, a psicoterapia por telefone e a psicoterapia online se revelaram tanto ou mais eficazes que os cuidados de rotina na redução da clínica associada à depressão pós-parto. A maioria dos estudos incluídos apresentou um baixo score de qualidade, de acordo com a escala de Jadad. Conclusão: os resultados favorecem estas intervenções no tratamento da depressão pós-parto, mas a maioria dos estudos apresentou uma baixa qualidade, pelo que estes resultados são limitativos e apresentam elevado risco de viés.
Autores principais:Spínola, Mariline José Jesus
Assunto:Depressão pós-parto Depressão pós-natal Intervenção Terapia Psicologia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A depressão pós-parto é uma complicação prevalente no período pós-parto e apresenta elevado impacto negativo tanto na mulher como no desenvolvimento da criança. Em Portugal o médico de família é responsável pela consulta de revisão no puerpério, desempenhando assim um papel crucial no screening e tratamento atempados da depressão pós-parto. O objetivo desta revisão é comparar as alternativas terapêuticas (farmacológicas e não farmacológicas) atualmente disponíveis, aplicadas em ambulatório por profissionais de saúde, e concluir acerca da sua eficácia na melhoria dos sintomas depressivos, melhoria da qualidade de vida e/ou consumo de recursos de saúde na depressão pós-parto. Métodos: realizou-se uma pesquisa em três bases de dados (Medline, Central e Index RMP) acerca de ensaios clínicos referentes a intervenções terapêuticas para a depressão pós-parto. Resultados: dos 666 artigos selecionados, 33 foram incluídos, de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. Os estudos foram agrupados de acordo com a intervenção a que diziam respeito: multidisciplinar, psicoterapia face-to-face, psicoterapia de grupo, exercício físico, psicoterapia por telefone e psicoterapia online. Verificou-se que a intervenção multidisciplinar não foi superior à monoterapia na redução dos sintomas depressivos ao longo do tempo, enquanto que a psicoterapia face-to-face, a psicoterapia de grupo, o exercício físico, a psicoterapia por telefone e a psicoterapia online se revelaram tanto ou mais eficazes que os cuidados de rotina na redução da clínica associada à depressão pós-parto. A maioria dos estudos incluídos apresentou um baixo score de qualidade, de acordo com a escala de Jadad. Conclusão: os resultados favorecem estas intervenções no tratamento da depressão pós-parto, mas a maioria dos estudos apresentou uma baixa qualidade, pelo que estes resultados são limitativos e apresentam elevado risco de viés.