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Hipomineralização incisivo-molar em odontopediatria: revisão da literatura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Hipomineralização incisivo-molar (HIM) é uma patologia de origem sistémica caracterizada pela redução da mineralização de um a quatro primeiros molares permanentes, podendo também afetar os incisivos permanentes. Objetivos: A presente revisão bibliográfica tem como objetivo sistematizar o conhecimento existente sobre a HIM, realçando principalmente a sua etiologia e prevalência. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados Pubmed/Medline e B-on com as palavras-chave: “molar-incisor hipomineralization”; “etiology”; “prevalence”; “epidemiology”; “treatment”; “diagnosis’’; “hipomineralização incisivo-molar”; “etiologia”; “prevalência”; “epidemiologia”; “tratamento”; e “diagnóstico”, conjugadas com os conectores boleanos “AND” e “OR”. Os critérios de inclusão foram: artigos em inglês e português, com data de publicação nos últimos 10 anos. Foram considerados relevantes 64 artigos. Resultados: A etiologia da HIM não está definitivamente consolidada. Pensa-se que os defeitos presentes no esmalte sejam de origem multifatorial, envolvendo fatores sistémicos e ambientais que interferem na amelogénese nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal, assim como os fatores genéticos. A sua prevalência varia entre países, sendo mais frequente na população pediátrica. Caracteriza-se por apresentar opacidades demarcadas que variam entre as cores branca, amarela e castanha, distribuição assimétrica, suscetibilidade à cárie e fratura pós- eruptiva. Existem diferentes possibilidades de tratamento consoante o grau de severidade da HIM, desde a prevenção até à restauração ou extração. Conclusão: A HIM representa um grande desafio para os médicos dentistas, pelo efeito prejudicial na saúde oral e na qualidade de vida das crianças. A elevada prevalência e a falta de evidência científica sobre os possíveis fatores etiológicos não permite estabelecer uma clara relação causa-efeito, pelo que são necessários mais estudos.
Autores principais:Barros, Edna Maria Furtado de
Assunto:Saúde Oral Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Hipomineralização incisivo-molar (HIM) é uma patologia de origem sistémica caracterizada pela redução da mineralização de um a quatro primeiros molares permanentes, podendo também afetar os incisivos permanentes. Objetivos: A presente revisão bibliográfica tem como objetivo sistematizar o conhecimento existente sobre a HIM, realçando principalmente a sua etiologia e prevalência. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados Pubmed/Medline e B-on com as palavras-chave: “molar-incisor hipomineralization”; “etiology”; “prevalence”; “epidemiology”; “treatment”; “diagnosis’’; “hipomineralização incisivo-molar”; “etiologia”; “prevalência”; “epidemiologia”; “tratamento”; e “diagnóstico”, conjugadas com os conectores boleanos “AND” e “OR”. Os critérios de inclusão foram: artigos em inglês e português, com data de publicação nos últimos 10 anos. Foram considerados relevantes 64 artigos. Resultados: A etiologia da HIM não está definitivamente consolidada. Pensa-se que os defeitos presentes no esmalte sejam de origem multifatorial, envolvendo fatores sistémicos e ambientais que interferem na amelogénese nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal, assim como os fatores genéticos. A sua prevalência varia entre países, sendo mais frequente na população pediátrica. Caracteriza-se por apresentar opacidades demarcadas que variam entre as cores branca, amarela e castanha, distribuição assimétrica, suscetibilidade à cárie e fratura pós- eruptiva. Existem diferentes possibilidades de tratamento consoante o grau de severidade da HIM, desde a prevenção até à restauração ou extração. Conclusão: A HIM representa um grande desafio para os médicos dentistas, pelo efeito prejudicial na saúde oral e na qualidade de vida das crianças. A elevada prevalência e a falta de evidência científica sobre os possíveis fatores etiológicos não permite estabelecer uma clara relação causa-efeito, pelo que são necessários mais estudos.