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Saúde mental no estabelecimento prisional : fatores de (des)compensação
| Resumo: | No final do ano de 2019 contavam-se em Portugal cerca de 13 000 pessoas em situação de reclusão, tendo no total passado perto de 18 000 reclusos pelo sistema prisional durante o mesmo ano. Na literatura, a prevalência das perturbações psiquiátricas nesta população é consistentemente superior à da população em geral, o que se reflete nas taxas de suicídio, cerca 3 a 6 vezes superiores em reclusos. Torna-se assim relevante o estudo dos fatores que condicionam a melhoria ou pioria do status de saúde mental das pessoas em situação de reclusão, o que constitui o objetivo principal deste trabalho. Nesse sentido, foi realizada uma revisão integrada da literatura, com enquadramento histórico e social do sistema prisional. Foi ainda situada a realidade portuguesa no paradigma mundial quanto aos vários fatores avaliados, sendo estes a sobrelotação dos estabelecimentos prisionais, o isolamento e segregação dos reclusos, a vitimização que experimentam e testemunham, as atividades que lhes são fornecidas no decurso da sua pena e ainda o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde mental no sistema correcional. |
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| Autores principais: | Pinto, Ângela da Silva |
| Assunto: | Psiquiatria Saúde mental Doença psiquiátrica Reclusos Prisões |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | No final do ano de 2019 contavam-se em Portugal cerca de 13 000 pessoas em situação de reclusão, tendo no total passado perto de 18 000 reclusos pelo sistema prisional durante o mesmo ano. Na literatura, a prevalência das perturbações psiquiátricas nesta população é consistentemente superior à da população em geral, o que se reflete nas taxas de suicídio, cerca 3 a 6 vezes superiores em reclusos. Torna-se assim relevante o estudo dos fatores que condicionam a melhoria ou pioria do status de saúde mental das pessoas em situação de reclusão, o que constitui o objetivo principal deste trabalho. Nesse sentido, foi realizada uma revisão integrada da literatura, com enquadramento histórico e social do sistema prisional. Foi ainda situada a realidade portuguesa no paradigma mundial quanto aos vários fatores avaliados, sendo estes a sobrelotação dos estabelecimentos prisionais, o isolamento e segregação dos reclusos, a vitimização que experimentam e testemunham, as atividades que lhes são fornecidas no decurso da sua pena e ainda o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde mental no sistema correcional. |
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