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Para cozinhar...: as panelas da cerâmica paulista

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A panela da Cerâmica Paulista foi produzida e preservada por mulheres durante cinco séculos, como uma opção significativa de transmissão do conhecimento e autonomia. Trata-se de uma manifestação criada e transformada por diferentes mulheres que conectaram conhecimentos e ontologias de tempos e lugares diferentes. Os elementos para a sua definição são apresentados, aplicando alguns fundamentos do método desenvolvido por José Brochado para investigar morfologia e função, visando estabelecer parâmetros métricos para reconstrução gráfica do perfil a partir de fragmentos de vasilhas cerâmicas. Foram analisados os atributos de 71 peças, incluindo inteiras e semi-inteiras, além de fotos, desenhos e croquis publicados. A conclusão é que a maioria das panelas encontradas no sudeste de São Paulo e nordeste do Paraná não são cópias, mas variações morfológicas de uma forma elipsoidal restringida. Tanto a morfologia, como os tratamentos de superfície, sugerem que a Cerâmica Paulista resultou da transformação de tecnologias da cerâmica comum portuguesa pelas mulheres Tupiniquim e, posteriormente, por outras pessoas, articulando continuamente elementos e ressignificando as práticas, o que permitiu a sua persistência até o presente.
Autores principais:Noelli, Francisco Silva
Outros Autores:Sallum, Marianne
Assunto:Cerâmica Indígenas Paneleiras Colonial Persistência Arqueologia Reconstrução gráfica Pottery Indigenous Ceramicists Persistence Archaeology Graphic reconstruction
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A panela da Cerâmica Paulista foi produzida e preservada por mulheres durante cinco séculos, como uma opção significativa de transmissão do conhecimento e autonomia. Trata-se de uma manifestação criada e transformada por diferentes mulheres que conectaram conhecimentos e ontologias de tempos e lugares diferentes. Os elementos para a sua definição são apresentados, aplicando alguns fundamentos do método desenvolvido por José Brochado para investigar morfologia e função, visando estabelecer parâmetros métricos para reconstrução gráfica do perfil a partir de fragmentos de vasilhas cerâmicas. Foram analisados os atributos de 71 peças, incluindo inteiras e semi-inteiras, além de fotos, desenhos e croquis publicados. A conclusão é que a maioria das panelas encontradas no sudeste de São Paulo e nordeste do Paraná não são cópias, mas variações morfológicas de uma forma elipsoidal restringida. Tanto a morfologia, como os tratamentos de superfície, sugerem que a Cerâmica Paulista resultou da transformação de tecnologias da cerâmica comum portuguesa pelas mulheres Tupiniquim e, posteriormente, por outras pessoas, articulando continuamente elementos e ressignificando as práticas, o que permitiu a sua persistência até o presente.