Publicação
Indisciplina e violência na escola : um estudo com alunos brasileiros do 8º e 10º anos de escolaridade
| Resumo: | Discutir sobre o tema da indisciplina e da violência é falar sobre assuntos presentes no cotidiano das escolas. Tais situações são relatadas, frequentemente nas conversas dos educadores, nas salas dos professores, em reuniões pedagógicas, conselho de classe, dentre outros. Tal discussão, muitas vezes, não esclarece os conceitos e acaba generalizando a definição dos dois temas. Para muitas pessoas, em função dessa generalização de conceitos, indisciplina escolar e violência acabam tendo a mesma definição e acabam sendo resolvidas de maneira similar. Para desenvolver tal assunto, foi necessário recorrer a estudos que investigaram o que é indisciplina escolar. Tais pesquisas mostram uma confusão de conceitos, por parte dos pesquisados, que podem interferir diretamente na forma de atuação dos professores com relação aos problemas da indisciplina e de violência encontrados nas escolas. A presente investigação teve como objetivo geral conhecer as representações que os alunos do 8º e do 10º anos de escolaridade têm acerca da indisciplina e da violência na escola. Os sujeitos da amostra foram alunos do 8º e 10º anos de escolaridade que frequentavam a escola secundária no Brasil, num total de 113 amostras. Para avaliar a disrupção neste meio escolar foi utilizada a escala Peer Victimization Scale, na sua adaptação para Portugal, realizada por Veiga (2008) que possibilitou avaliar comportamentos do agressor e do agredido. Foram formadas nove questões de estudo com o propósito de analisar a distribuição de alunos pela disrupção, vitimização e agressão na escola; os resultados em tais comportamentos foram, também, considerados em função do ano de escolaridade e do gênero. A análise dos resultados permitiu encontrar que algumas das diferenças foram significativas nas dimensões da disrupção escolar, agressão e vitimização em função do ano de escolaridade e de gênero, mas que na sua generalidade tal não ocorreu. O estudo remete para a necessidade de novas pesquisas, em função de novos contextos e ao longo da escolaridade. |
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| Autores principais: | Silva, Kadydja Edrey Bandeira, 1983- |
| Assunto: | Indisciplina escolar Violência escolar Disrupção escolar Teses de mestrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Discutir sobre o tema da indisciplina e da violência é falar sobre assuntos presentes no cotidiano das escolas. Tais situações são relatadas, frequentemente nas conversas dos educadores, nas salas dos professores, em reuniões pedagógicas, conselho de classe, dentre outros. Tal discussão, muitas vezes, não esclarece os conceitos e acaba generalizando a definição dos dois temas. Para muitas pessoas, em função dessa generalização de conceitos, indisciplina escolar e violência acabam tendo a mesma definição e acabam sendo resolvidas de maneira similar. Para desenvolver tal assunto, foi necessário recorrer a estudos que investigaram o que é indisciplina escolar. Tais pesquisas mostram uma confusão de conceitos, por parte dos pesquisados, que podem interferir diretamente na forma de atuação dos professores com relação aos problemas da indisciplina e de violência encontrados nas escolas. A presente investigação teve como objetivo geral conhecer as representações que os alunos do 8º e do 10º anos de escolaridade têm acerca da indisciplina e da violência na escola. Os sujeitos da amostra foram alunos do 8º e 10º anos de escolaridade que frequentavam a escola secundária no Brasil, num total de 113 amostras. Para avaliar a disrupção neste meio escolar foi utilizada a escala Peer Victimization Scale, na sua adaptação para Portugal, realizada por Veiga (2008) que possibilitou avaliar comportamentos do agressor e do agredido. Foram formadas nove questões de estudo com o propósito de analisar a distribuição de alunos pela disrupção, vitimização e agressão na escola; os resultados em tais comportamentos foram, também, considerados em função do ano de escolaridade e do gênero. A análise dos resultados permitiu encontrar que algumas das diferenças foram significativas nas dimensões da disrupção escolar, agressão e vitimização em função do ano de escolaridade e de gênero, mas que na sua generalidade tal não ocorreu. O estudo remete para a necessidade de novas pesquisas, em função de novos contextos e ao longo da escolaridade. |
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