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Identificação de fatores preditivos de adesão e comparação de metodologias nas consultas de nutrição para o tratamento de indivíduos obesos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar significativamente ao longo dos últimos anos. O tratamento para esta condição permanece até agora pouco eficaz pelo que se torna necessário estudar novas estratégias para facilitar o controlo do peso. O presente estudo teve por objetivo caracterizar os doentes encaminhados para a consulta de nutrição, comparar duas metodologias relativas à intervenção nutricional e averiguar fatores preditivos de adesão a um programa de perda de peso. Metodologia Estudo prospetivo aleatorizado e controlado, no qual foram incluídos 66 sujeitos, que foram divididos em dois grupos: o grupo de intervenção (com ensino alimentar, estruturado com recurso a imagens e consulta) e o grupo standard (com aconselhamento individualizado). Foram recolhidas informações demográficas, clinicas, antropométricas e aplicados questionários para averiguar classe social (Graffar), ingestão alimentar (Questionário de Frequência Alimentar), atividade física (IPAQ), adesão às recomendações (GAS), tipo de motivação (TSRQ) e dificuldades de regulação emocional (EDRS). O ensino alimentar estruturado, centrou-se no grupo de intervenção, recorrendo a temas específicos e imagens reais. Resultados Verificou-se que 23% (n=15) dos participantes eram do género masculino e 77% (n=51) eram do género feminino, com uma média de 51 anos e 59,1% (n=39) classificados como classe média. De acordo com os resultados obtidos observou-se uma prevalência de excesso de peso de 10,6% e de obesidade de 89,4%. A análise da adequação da ingestão alimentar permitiu perceber que os inquiridos mantinham um consumo excessivo de gordura e uma ingestão deficitária de micronutrientes nomeadamente folato, iodo e vitamina D. Na análise de dados longitudinais não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de intervenção e standard. Ambos os grupos perderam peso e reduziram o perímetro da cintura, mas apenas o grupo standard reduziu significativamente a massa gorda. Neste estudo verificou-se também que um IMC (OR=1,09) e o ângulo de fase (OR=1,64) elevado estavam associados a uma maior adesão às consultas de nutrição, ao passo que uma motivação controlada (OR=0,21) estava associada a uma pior adesão. Conclusão Este estudo constatou que a intervenção nutricional standard foi eficaz na perda de peso, redução do perímetro da cintura e massa gorda dos participantes. O estudo indicou também que o tipo de motivação, bem como o IMC e ângulo de fase são fatores preditivos de adesão à consulta para perda de peso.
Autores principais:Pereira, Joana Carolina Carvalho, 1989-
Assunto:Adesão Fatores preditores Obesidade Nutrição Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar significativamente ao longo dos últimos anos. O tratamento para esta condição permanece até agora pouco eficaz pelo que se torna necessário estudar novas estratégias para facilitar o controlo do peso. O presente estudo teve por objetivo caracterizar os doentes encaminhados para a consulta de nutrição, comparar duas metodologias relativas à intervenção nutricional e averiguar fatores preditivos de adesão a um programa de perda de peso. Metodologia Estudo prospetivo aleatorizado e controlado, no qual foram incluídos 66 sujeitos, que foram divididos em dois grupos: o grupo de intervenção (com ensino alimentar, estruturado com recurso a imagens e consulta) e o grupo standard (com aconselhamento individualizado). Foram recolhidas informações demográficas, clinicas, antropométricas e aplicados questionários para averiguar classe social (Graffar), ingestão alimentar (Questionário de Frequência Alimentar), atividade física (IPAQ), adesão às recomendações (GAS), tipo de motivação (TSRQ) e dificuldades de regulação emocional (EDRS). O ensino alimentar estruturado, centrou-se no grupo de intervenção, recorrendo a temas específicos e imagens reais. Resultados Verificou-se que 23% (n=15) dos participantes eram do género masculino e 77% (n=51) eram do género feminino, com uma média de 51 anos e 59,1% (n=39) classificados como classe média. De acordo com os resultados obtidos observou-se uma prevalência de excesso de peso de 10,6% e de obesidade de 89,4%. A análise da adequação da ingestão alimentar permitiu perceber que os inquiridos mantinham um consumo excessivo de gordura e uma ingestão deficitária de micronutrientes nomeadamente folato, iodo e vitamina D. Na análise de dados longitudinais não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de intervenção e standard. Ambos os grupos perderam peso e reduziram o perímetro da cintura, mas apenas o grupo standard reduziu significativamente a massa gorda. Neste estudo verificou-se também que um IMC (OR=1,09) e o ângulo de fase (OR=1,64) elevado estavam associados a uma maior adesão às consultas de nutrição, ao passo que uma motivação controlada (OR=0,21) estava associada a uma pior adesão. Conclusão Este estudo constatou que a intervenção nutricional standard foi eficaz na perda de peso, redução do perímetro da cintura e massa gorda dos participantes. O estudo indicou também que o tipo de motivação, bem como o IMC e ângulo de fase são fatores preditivos de adesão à consulta para perda de peso.